Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 03/09/2021
A obra “Brasil: uma biografia”, das historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, retrata as idiossincrasias da sociedade brasileira. Dentre elas destaca-se “a difícil e tortuosa construção da cidadania”. Nesse sentido, embora o país possua uma das legislações mais avançadas do mundo, muito do que nela se prevê não se concretiza. Tal fato é evidenciado na negligência patriota perante a preservação do Patrimônio histórico cultural, tendo em vista que apesar dos brasileiros possuírem o acesso à cultura como direito constitucional, a falta de verba governamental associada a má influência midiática fazem com que a cidadania não seja gozada por todos de maneira plena.
Em primeiro plano, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas da problemática. Nessa perspectiva,segundo o filósofo Platão, a política deve ser usada de modo que, por intermédio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Entretanto, o descaso estadual em preservar o Patrimônio histórico brasileiro rompe o ideal platônico, visto a ausência de verbas para a manutenção de museus e atividades culturais. Desse modo, privados de manutenção básica, tornam-se susceptíveis a incêndios, furtos e demolição, o que implica uma perda irremediável ao país, uma vez que o patrimônio cultural constitui a memória coletiva da população e a materialização de sua história. Logo, e fato que, o regime regencial brasileiro é incompetente perante essa conjuntura. Além disso, é pertinente ressaltar a insuficiente exposição desse impasse. Nesse viés, Conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa lógica, a mídia tem sido omissa no debate acerca da proteção da herança histórica, o que faz com que o abandono com os bens culturais brasileiros não seja denunciado, contribuindo também com o desconhecimento dos cidadãos face ao dilema. Dessarte, é preciso a enfatização nos canais comunicativos, da displicência populacional e política, para com, o Patrimônio público brasileiro, com o intuito de acelerar o processo lento e utópico de preservá-lo. Portanto, é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, é preciso que o Ministério da Cultura, promova o patrocínio de projetos de proteção e reforma a todos os tipos de bens históricos, por meio de verbas governamentais. Ademais, Incluem-se na ação a conservação e a restauração de prédios, monumentos e espaços naturais tombados pelo poder público. a fim de preservar e proteger o patrimônio histórico mantendo, assim, a cultura e pluralidade brasileira viva para as próximas gerações.Paralelamente, a mídia deve elaborar reportagens de denúncia, exibindo o abandono e a carência estrutural do patrimônio histórico arquitetônico.Por conseguinte, as idiossincrasias da obra Brasil: uma biografia, vigente na atualidade, serão atenuadas, paulatinamente.