Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 27/09/2021

O filme estadunidense Pantera Negra chegou as mídias populares com diversos intuitos, e, indiretamente, acerta em uma questão pouco discutida: a preservação do patrimônio cultural. Trazendo um país fictício, o filme apresenta uma cena onde o personagem Killmonguer diz que estrangeiros impediram que seu povo reconhecesse a própria cultura e história - a cena é ambientada em um museu nos EUA - com a câmera fixa em um artefato histórico do país de Wakanda. Apesar de não ser a principal questão, o filme traz o debate sobre a preservação cultural do começa ao fim, como na cena citada, ou em seu restante, quando há apresentação de toda a cultura de Wakanda, tornando possível que o público conhecesse seu passado, seu presente e teorizasse seu futuro, representando assim a importância da preservação do patrimônio cultural, incluindo a do cenário brasileiro.

Primeiramente, o filme-documental Barravento traz como reflexão o quão vasta é a cultura brasileira, apresentando a origem da cultura afro na Bahia que, futuramente, se tornaria uma das mais marcantes culturas do continente americano com suas características únicas. Sendo o Brasil um país de tamanho continental, as culturas são demarcadas com características tão diferentes que até mesmo a maioria dos próprios brasileiros não tiveram oportunidade de conhece-las ao todo. A preservação desse patrimônio histórico-cultural não é uma tarefa fácil e, mesmo com desmanches, como o da Ancine (órgão de preservação cultural), a cultura brasileira ainda vive.

Junto a isso, segundo fontes do site jornalístico G1, exemplos recentes como o incêndio na cinemateca, já estavam previstos pelos próprios trabalhadores do local. Esse é um exemplo de como o governo banaliza a importância social e histórica da arte. Um país que não valoriza a sua cultura, tende a cometer os mesmos erros do passado, uma vez que retratos de um passado, recente ou não, não serão mantidos e nem estudados, sendo assim, um país sem arte, é um país sem erros e acertos, ou seja, sem história.

Concluindo, por meio de novos órgãos governamentais, como o ministério da cultura, governantes de cada região seriam responsáveis por manter a cultura de suas determinadas áreas vivas, mantendo a integridade da mesma e, com a intenção de não sobrecarregar somente um órgão, o trabalho se tornaria algo compartilhado. Sendo assim, o Brasil deixaria de ser um país que, mesmo relevante na questão cultural, passaria a cuidar de seu patrimônio da maneira adequada. As consequências disso levariam a população a um novo estado de educação e patriotismo, de um jeito saudável e que realmente teria impactos significativos.