Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 30/09/2021
O Instituto de Patrimônios Históricos e Artísticos Nacional (IPHAN) foi criado durante o governo de Getúlio Vargas com o intuito de tornar a população mais consciente acerca de seu passado. Entretanto, esse órgão federal quase que centenário pouco conseguiu fazer para alcançar seu objetivo, uma vez que poucos valorizam e preservam esses patrimônios. Visando mudar esse cenário, é necessário entender a importância da preservação desse acervo histórico e impedir que o passado caia no esquecimento, viabilizando o interesse da população na manutenção desses locais.
Em primeiro lugar, deve-se entender que a preservação de patrimônios históricos só é possível depois do entendimento da sua importância para a formação de um povo. No livro 1984, de George Orwell, é narrada a história de um homem trabalhador de um Estado autoritário e que tem como tarefa a alteração de eventos, discuros e monumentos históricos feitos pelo Grande Irmão no passado e que não se mostraram eficientes no presente para obras e patrimônios que sejam eficientes no agora. Na vida real, tal qual ocorre na narrativa, a não preservação e a falta de apreço por monumentos históricos faz com que uma parte do passado seja reformulada e reinterpretada, alterando a importância e a real história de um povo. Com isso, uma nação se desinteressa pelo seu passado, ficando a mercê da vontade de seus líderes.
Em consonância a isso, a não preservação de monumentos históricos faz com que o passado de um povo caia no esquecimento na era da informação. Segundo o sociólogo polonês Zigmunt Bauman, na era da modernidade líquida, a não valorização de um patrimônio faz com que ele se liquefaça e perca seu sentido, tornando-o um espaço ou objeto sem utilidade e propenso a ser esquecido. Desse modo, monumentos históricos descuidados se tornarão monumentos sem história, ou seja, perderão sua função de mecanismos de ensino sobre o passado, amaldiçoando sua população à hipocrisia, visto que uma sociedade que não conhece seu passado está condenada a repetir seus erros.
Compreende-se, portanto, que atitudes enérgicas precisam ser tomadas para a resolução da problemática. Para isso, cabe ao MEC - sendo o órgão federal responsável pela garantia do ensino cultural e crítico para a população brasileira - fazer campanhas que estimulem a visita de parques e monumentos históricos. Essa ação será feita por meio de publicações nas redes sociais e organização de passeios escolares aos patrimônios tombados. Essas campanhas terão como finalidade tornar a população mais consciente acerca de sua história e da importância dos monumentos e patrimônios históricos, aumentando as visitas a esses locais e cumprindo a função dada por Vargas ao IPHAN.