Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 27/09/2021

A primeira geração do Romantismo brasileiro, durante o século XVIII, tinha como uma de suas características o nacionalismo, ou seja, a exaltação da cultura, flora e fauna nacionais. No Brasil hodierno, em contrapartida a esse movimento literário, o patrimônio histórico e cultural enfrenta sérios desafios em ser preservado nacionalmente devido à negligência governamental e à falta de interesse da população. Nesse sentido, convém analisar esses fatores que corroboram com o desinteresse frente à identidade nacional brasileira.

Nesse sentido, é válido destacar que a falta de investimentos governamentais na restauração das obras históricas contribui para a problemática. Segundo o filósofo John Rawls, em seu livro " Uma Teoria da Justiça", um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores públicos, promovendo a harmonia da nação. Sob essa ótica, torna-se evidente que o Brasil não é um exemplo do pensamento desse teórico, uma vez que são frequentes os casos de descaso, demolições e abandono de prédios que são testemunhas da história local, e que fazem a importante ligação entre a população e sua formação cultural. Desse modo, a negligência de investimento na cultura representa um descaso ético com os cidadãos e com a harmonia da nação.

Além disso, cabe pontuar que o desinteresse dos indivíduos pelas obras e monumentos dificulta o impulsionamento de medidas de incentivo à cultura. De acordo com o filósofo Aristóteles, o desenvolvimento de virtudes e de um pensamento crítico somente ocorre por meio de uma eduçação eficiente.  Sendo assim, pode-se concluir que o desinteresse esta atrelado à  falta de escolaridade, uma vez que os cidadãos não foram encorajados nas salas de aula a lutarem pela preservação da identidade nacional, fazendo com que a admiração pelas obras fiquem restritas apenas às imagens das páginas dos livros. Portanto, é necessário que essa luta pela proteção de monumentos, prédios e arquivos que caracterizam a importante história do país iniciem-se desde o início da vida escolar dos cidadãos.

Diante dos fatos supracitados, percebe-se a necessidade de mudanças nesse cenário. Logo, cabe às escolas, devido à sua grande influência em propagar comportamentos e ideias, estimularem a população a conhecer a história e cultura nacional, por meio da inclusão desse assunto nas disciplinas obrigatórias, com a criação de rodas de debate que encoragem os alunos à preservarem os monumentos. Ademais, cabe ao Minstério da Cultura, junto ao Tribunal de Contas da União, direcionar uma maior porcentagem de verbas para a restauração dos patrimônios. Dessa forma, a identidade cultural da nação caminhará em direção à sua devida valorização.