Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 29/09/2021
“Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. A máxima do filósofo George Santayana faz alusão a relevância da preservação do patrimônio histórico-cultural brasileiro como forma do ser humano conhecer sua própria história. No atual cenário moderno essa realidade mostra-se cada vez mais distante dessa compreensão, visto que a cultura nacional tem sido progressivamente degradada e marcada por descaso governamental, tal como a dificuldade do brasileiro em preservar seu patrimônio. Dessa maneira, cabe perquirir o tomo da cultura na sociedade tal como as contrariedades que prejudicam a conservação patrimonial.
Em primeiro plano, é fulcral evidenciar que a orfandade em relação as quentões culturais decorre, mormente, pela negligência dos agentes governamentais. Apesar do artigo 215 da constituição federal garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, isso encontra-se divergente da realidade quando se analisa os escassos investimentos do governo em acervos culturais. A falta de incentivo à cultura em ambiente escolar, impossibilitando os indivíduos a atuarem a condição de cidadãos, bem como o recente incêndio do Museu Nacional, um dos mais importantes do país, evidenciam o declínio da prática dessa lei.
Ademais, a deficiência notoriedade da população brasileira em relação ao desprezo dos patrimônios culturais torna-se um impulsor para tal desapreço. Segundo filósofos contratualistas - como John Locke, Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau - o contrato social é definido pela colaboração entre governantes e cidadãos no que se refere a estabilidade da ordem social. Partindo dessa premissa, é incontestado que a população vá de acordo com esse pensamento contratualista, visto as ações antrópicas decorrentes, como depredação e pichação dos patrimônios culturais. Nesse viés, é notório a atuação dos cidadãos no âmbito da preservação patrimonial nacional.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É mister que governo em conjunto com o Ministério da Cultura, por meio de verbas, promova administração adequada acerca da manutenção do patrimônio histórico-cultural, como também estimular a visitação de locais públicos historicamente importantes para a comunidade através de propagandas em meios de comunicação, ampliando os serviços de conservação e acessibilidade nessas áreas, de modo a promover a valorização do conhecimento cultural do Brasil. Somente dessa forma a problemática analisada favorecerá a concepção contratualista com também o ser humano conhecerá seu passado e o valorizará, como defendia o filosofo George Santayana.