Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 19/10/2021
A vinda da corte portuguesa para o Brasil, no período colonial, promoveu transformações na cidade do Rio de Janeiro. Nesse sentido, praças públicas, bibliotecas e a própria residência do rei viraram patrimônio cultural do Brasil. No entanto, a preservação dessas construções está comprometida, o que deteriora a história do país. Isso ocorre seja pela falta de apoio do governo, seja pela imobilidade do povo. Dessa forma, é necessário que essa chaga social seja resolvida, a fim de que as inovações proporcionadas pela família real sejam preservadas.
Sob essa perspectiva, é válido citar que o Estado contribui para a deterioração das posses culturais. Segundo o site El País, o governo Bolsonaro ignorou a necessidade de reforma da Cinemateca, o que culminou em um incêndio que destruiu um dos maiores acervos audiovisuais do país. Assim, infere-se que a irresponsabilidade dos órgãos governamentais acelera a destruição de prédios históricos. Esse fato pode ser observado na frase do sociólogo Zygmunt Bauman, o qual afirma que “A sociedade caminha para uma desordem mundial causada pela falta de controle do Estado.” Desse modo, é notório do vínculo entre a inatividade dos poderes públicos e a destruição de edifícios representantes da memória coletiva. Diante disso, é imprescindível que, para a refutação de Bauman, essa problemática seja revertida.
Ademais, a falta de ação social contribui para a perpetuação do fenômeno destruidor analisado. Conforme a filósofa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.” Essa afirmação permite concluir que a destruição dos assentamentos materiais que refletem a formação do país tupiniquim tornou-se um fato tão comum que o povo habituou-se a ela. Todavia, essa acomodação é negativa, visto que a carência de cobrança do povo contribui para a perpetuação da estagnação do Estado. Dessa maneira, o livro “Cidadãos de papel”, do pensador Gilberto Dimenstein, pode ser atribuído ao cenário, visto que esse escritor afirma que a cidadania encontra-se inerte ao papel, já que os habitantes não a colocam em prática. Consequentemente, torna-se evidente a ligação entre a imobilidade do povo e a destruição do patrimônio cultural. Assim, esse panorama urge ser solucionado para que os conceitos de Beauvoir e Dimenstein sejam contestados.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para solucionar a problemática deteriorante em questão. Logo, o Ministério da Cultura deve canalizar recursos para promover reformas nas contruções culturais do Brasil. Essa ação será realizada por intermédio de projetos estruturados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional de modo a obter um orçamento enxuto com reformas semestrais e eficazes. Por conseguinte, ocorrerá maior preservação da cultura e da história do país.