Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/10/2021

Em 2021, a Cinemateca Brasileira, situada em São Paulo, sofreu um incêndio de grandes proporções, fazendo com que parte do acervo fosse destruído. Embora esse incidente tenha causado muita comoção, especialmente da classe artística, não é incomum que locais e bens de importância de memória pública sejam alvos de destruições, sejam elas acidentais ou propositais, contribuindo para o apagamento de parte da História do país. Desse modo, é fundamental conservar o patrimônio cultural brasileiro, a partir da atuação conjunta de sociedade e autoridades governamentais, mantendo esses valores vivos.

Em primeiro plano, o entendimento acerca da necessidade de proteger arquivos, obras de arte e construções deve estar presente na mente de todo cidadão para que não haja prejuízos. Nesse sentido, o filme “XIngu”, de Cao Hamburguer, retrata a jornada de três irmãos sertanistas na proteção ao Parque Nacional do Xingu, grande berço cultural indígena ameaçado pela ação predatória da população. Tal relato cinematográfico, assim como na vida real, mostra como alguns indivíduos buscam vantagens, ainda que de forma ilegal, sobre algo que pertence ao coletivo, desprezando outros sujeitos e a cultura nacional.

Além disso, é indispensável que o Estado tenha como uma de suas prioridades a manutenção de espaços e itens de memória. Nesse âmbito, é comum o abandono do cuidado adequado aos museus e locais históricos, como aconteceu com a CInemateca, comprometendo a segurança e, consequentemente, aumentando os riscos de incêndios, vandalismos, danos estruturais e roubos. Logo, a negligência estatal é uma ameaça constante ao trabalho de anos de coleta e preservação de acervos.

Portanto, medidas para preservar o patrimônio histórico-cultural nacional devem ser implementadas. Para tanto, cabe aos deputados federais e senadores formularem e aprovarem um projeto de lei acerca da responsabilização judicial de gestores e cidadãos sobre atos que comprometam espaços de cultura, sujeitando os infratores a responder na Justiça, a qual poderá condená-los ao pagamento de multas vultuosas ou à prisões de acordo com a gravidade do caso. Por fim, é dever do Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico, realizar palestras em escolas sobre a importância desses bens, fazendo com que jovens sejam conscientes, fazendo com que as gerações futuras se sensibilizem mais com essa questão.