Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 19/11/2021
O conceito aristotélico de justiça considera a virtude como pressuposto da ética, elemento indispensável para a obtenção da paz social. Entretanto, ao analisar a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro, percebe-se que, na conjuntura contemporânea, esse mecanismo não está sendo efetivado na prática. Sendo assim, torna-se crucial analisar os motivos que colaboram para essa problemática: a insuficiência estatal e os preconceitos enraizados na sociedade.
Primordialmente, é imperioso notar como o Estado contribui para tal feito. Nesse viés, segundo o filósofo Thomas Hobbes, é direito fundamental do governo, a instituição máxima do do meio social, garantir a harmonia e o respeito para toda a população. Todavia, ao observar o incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, entende-se que, as instituições responsáveis por cuidar, da cultura nacional são, ao menos, culpadas por tamanha perda. Logo, compreende-se que o Estado não cumpre sua função pública.
Outrossim, vale ressaltar que discrminações do passado continuam perpetuando até os dias atuais. Nessa perspectiva, a obra “O Grito”, do pintor Edvard Munch, retrata o desespero e o medo refletidos no semblante de uma pessoa andrógena envolta por preconceitos de uma sociedade. Sob essa ótica, para além da obra, cidadãos que seguem religiões, crenças ou têm costumes de matrizes africanas sofrem, amiudadamente, os mesmos problemas ilustrados pelo artista: perseguições, ofenças e até mesmo a morte. Dessa forma, é nítido como a própria camada da sociedade destroe suas origens.
Portanto, diante dos fatos supracitados, faz-se mister que o Ministério da Cultura, por meio de verbas federais, invista em mais segurança em torno de tombamentos históricos, com o intuito de não acontecer eventos similares ao do Museu Nacional. Por conseguinte, emancipará o Brasil dessa idiossincrasia e, em especial, alcançará a paz de Aristóteles.