Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 06/07/2022
A Biblioteca de Alexandria -o maior centro de conhecimento e pesquisa da antiguidade- foi destruída por um incêndio em 48 a.C., tornando-se uma perda cultural e histórica irreparável. Hodiernamente, a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro se encontra ameaçado devido ao descaso estatal. Sob esse viés, faz se mister a resolução dessa problemática.
Mormente, o Egito Antigo foi uma das civilizações mais evoluídas da antiguidade, acumulando conhecimento (entre eles matemática, agricultura, medicina e astro-nomia) e registrando-os em sua própria escrita, os hieróglifos, influenciando na criação de técnicas e conceitos da atualidade. Sob essa ótica, os registros históricos mostram como o passado pode refletir no futuro, a relevância dos patrimônios para a sociedade é evidente, pois é através deles que obtemos conhecimentos de diversas áreas. Desse modo, a perda de tais informações dificulta a construção da história do mundo e da sociedade atual, tal qual a Biblioteca de Alexandria, que perdeu diversas obras que poderiam afetar a evolução da sociedade atual.
Outrossim, embora a relevância do tema supracitado seja incomparável, peças e estruturas antigas tem sua conservação e manutenção prejudicadas, pois o estado mostra seu descaso não auxiliando devidamente na sua preservação. Nesse sentido, de acordo com a CGU (Controladoria Geral da União) em 2021 houve um corte de 13 milhões de reais dos recursos destinados a diversos museus. Dessa forma, o desinteresse governamental se torna evidente, pois sem investimentos, os centros de cuidados a esses patrimônios se mantêm em estado precário. Logo, resultando em danos a esses locais, como o caso do incêndio do Museu Nacional que perdeu 60% da sua estrutura. Assim, é vital o debate sobre esse tema.
Portanto, faz-se urgente a resolução dessas problemáticas. Destarte, cabe ao governo, na condição de garantidor dos direitos individuais, implementar um projeto de restauração de peças e de estruturas tombadas. Por meio de um maior investimento nessa área, com a finalidade de preservar devidamente patrimônios tão importantes para a sociedade, influenciando na formação futura de novos indivíduos e impedindo perdas como a da Biblioteca de Alexandria e a do Museu Nacional.