Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 16/08/2022
Manoel de Barros, poeta brasileiro, desenvolveu em suas obras uma “Teologia do Traste”, cuja característica consite em dar valor as situações esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, é notório a necessidade de buscar meios para a preservar o Patrimônio material e imaterial do Brasil. Desse modo, é perceptível que a negligência estatal e o desconhecimento da população atuam para o esquecimento da cultura no país.
Cabe realçar, a princípio, que à debil ação do poder público, possui íntima relação com o revés. Segundo a constituição “Cidadã”, é dever do governo promover meios que garantam a segurança e manutenção do patrimônio histórico brasileiro. Contudo, a falta de investimentos em manutenção e o descaso com a cultura promovem o desgaste prematuro da história, como por exemplo, o Museu Nacional do Rio Janeiro que no ano de 2018 foi tomado pelo fogo e teve parte de seu acervo queimado. Por conseguinte, a omissão do Estado permite que situações devastadoras como essa se tornem irreversíveis.
Ademais, é válido citar o sociólogo francês Pierre Bordeau, que em sua “Teoria do Habitus” - caracteriza a habitualidade da sociedade diante situações nocisas. Paralelamente, em partes, a cultura no Brasil é vista apenas na sociedade como objeto de apreço virtual, mas não em todo seu contexto que constitui a nação verde-amarela, até porque as famílias valorizam mais a ida ao cinema do que uma exposição de arte em galerias, museus ou instituitos históricos. Como efeito, a percepção egoísta de hábitos deixa a cultura em segundo plano.
Diante o supramencionado, cabe ao Ministério da Cultura - detentor dos recursos públicos -, por meio de emendas parlamentares, destinar mais verbas ao IPHAN(O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para que este possa fiscalizar e divulgar o acervo cultural do Brasil. Outrossim, cabe a população por meio das redes sociais divulgar a história do país com o intuito de promover o interesse social pela visita presencial em museus, galerias ou instituitos de cultura. Dessa forma, será possível construir uma identidade cultural mais forte.