Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 22/09/2022
Em 1937, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN) foi criado pelo governo federal com o intuito de preservar e divulgar o patrimônio material e imaterial do Brasil. Apesar da vigência dessa instituição até a atualidade, a manutanção dos bens históricos e culturais brasileiros enconta impasses, a saber: o abandono e o desconhecimento. Em vista disso, há uma problemática causada pela negligência estatal e pela falta de debate sobre o tema na sociedade.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que o poder público é indiligente quanto à preservação dos patrimônios nacionais. Nesse sentido, conforme a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir acesso aos mecanismos culturais aos cidadãos e conservar o arcabouço histórico-cultural da nação. Sob esse viés, a União Federal viola princípios constitucionais, já que abandona e sucateia espaços que representam a história e impossibilita a entrada da população nesses. Destarte, é inadmissível essa postura estatal inerte, pois gera uma perda patrimonial e de ancestralidade inestimável à esfera civil.
Ademais, vale ressaltar que há uma invisibilidade quanto ao tema em discussão perante a sociedade. Nessa perspectiva, segundo o jornalista Marcus Garvey, “um povo sem conhecimento da sua história, sua origem e sua cultura é como uma árvore sem raízes”. Sob essa ótica, os cidadãos, sem conhecimento e acesso aos bens culturais e históricos, estão fadados a incorporar narrativas que não correspondem aos seus passados e a serem manipulados, porque os falta informações para balizar seu posicionamento social. Destarte, é inaceitavel a permanência desse cenário, visto que impossibilita a formação de um meio social não alienado que valoriza seu passado e analisa criticamente o presente.
Logo, faz-se necessário um revés ao problema em questão. Para tanto, as instituições acadêmicas- como educadoras da popualçao- devem sensibilizar os estudantes quanto a importância da preservação do patrimônio histórico e cultural, por meio de aulas e palestras que abordem a temática e de visitas aos ambientes culturais e de exposição da historiografia, a fim de que seja possível formar uma sociedade ciente sobre assunto e que exija dos governantes o zelo a esses bens. Só assim, a ordem prevista na Carta Magna de 1988 será seguida.