Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 28/09/2022

De acordo com o filósofo grego Platão, em sua obra “A República”, os indivíduos deveriam viver com sabedoria, o que permitiria a contemplação de todos. Porém, hodiernamente, percebe-se que a ideia do pensandor não é contemplada, dado que não há preservação do patrimônio cultural nacional. Nesse contexto, isso ocorre devido a inércia estatal, além do pouco debate sobre o tema.

Nessa perspectiva, há a inabilidade do governo que expõe o descuido com a herança histórica, artística e científica.Sob esse viés, o filósofo John Locke criou o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez garantiria o pleno funcionamento das instituições públicas. Todavia, a não proteção do patrimônio canarinho evidencia que o governo brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, na medida em que sucateia os investimentos financeiros para a preservação do acervo nacional - consoante reportagem do G1-, o que representa grave problema. Desse modo, enquanto a omissão estatal se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma dos mais cruéis mazelas para uma nação: o desrespeito com sua história.

Outrossim, a ausência de discussão ainda é um grande impasse para a

resolução da problemática. Nesse sentido, o filósofo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse forma, para que um problema como o da proteção do legado brasileiro seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada pela falta de interesse da sociedade no tema. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Destarte, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional deve, por meio da destinação de maiores recursos financeiros e humanos, resguardar as heranças históricas nacionais. Ademais, o IPHAN carece, por intermédio da mídia, divulgar campanhas nas redes de comunicação sobre a importância do cuidado com o legado nacional. Posto isto, as propagandas carecem ser veiculadas em horário nobre. Por fim, a medida tem a finalidade de instigar a população sobre a relevância de proteger elementos que fazem parte da história brasileira.