Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 04/11/2022
Na série ‘‘This is us’’ é retratada a história individual de uma família, em que a vida da protagonista Rebecca Person é marcada pelas visitas com o seu pai ao museu durante a infância. Longe da ficção, é fato que o patrimônio histórico cultural corrobora para o desenvolvimento da sociedade, contudo não é devidamente preservado. Sob esse viés, é pertinente ressaltar as causas que corroboram para a ineficácia da preservação desses patrimônios e como esse empecilho reverbera na conjuntura social.
Em primeiro lugar, é importante destacar a ineficácia estatal para com o cumprimento da preservação do patrimônio histórico brasileiro. De acordo com Zygmunt Bauman, as instituições -dentre elas o Estado- perderam sua função social, atuando como zumbis na sociedade, ou seja, a falta de responsabilidade dessas instituições corroboraram para o abandono e descaso de prédios históricos, como o do Museu Nacional do Rio de janeiro que perdera mais de 20 milhões de acervos históricos no incêndio em 2018, motivado por falta de investimentos que ocasionaram na tragédia. Logo, as instituições não cumprem seu papel na sociedade.
Em decorrência disso, à população sofre as árduas consequências da ineficiência estatal, pois não garantem a integração cultura-sociedade. Dessa forma, o indivíduo que não tem o acesso à cultura, através dos patrimônios históricos, torna-se semelhante à obra ‘‘Alegoria da Caverna’’ do filósofo Platão, em que prisioneiros vivem alienados por imagens de sombras que distorcem o real. Assim, a sociedade torna-se alheio a ideologias pré-estabelecidas por terceiros em detrimento da falta de conhecimento cultural, acarretado pela falha estatal na preservação do acervo histórico brasileiro e da cultura dos povos antigos
Portanto, a fim de mitigar essa problemática, cabe ao Gorverno Federal, órgão responsável pela administração federal no território nacional, por meio de verbas públicas destinados a preservação cultural, fomentar a fiscalização mensal em museus e prédios históricos, como também reformas junto ao Governo do Estado. Para que, assim, tragédias como a do Museu Nacional do Rio de Janeiro não posso ocorrer novamente, e a integração cultura-sociedade possa ser estabelecida.