Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 09/11/2022
O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, guarda vestígios rupestres que datam da era pré-histórica, e demonstra a importância de conservar os artefatos que contam a história da espécie humana. Todavia, os patrimônios históricos e culturais do Brasil não têm uma expectativa de vida tão otimista quanto a da arte rupestre, visto os desafios para preservá-los, diante da desvalorização popular. Isso ocorre devido à digitalização do mundo moderno e coloca em risco a preservação da diversidade cultural e social do país para o futuro.
Em primeira instância, vale salientar a influência da digitalização da vida como desafio para preservar os patrimônios históricos e culturais do país. Em conformidade com o pensamento do teórico Marshall McLuhan, o homem cria as ferramentas e essas recriam o homem. À vista disso, em outras palavras, diante do advento da Globalização, a internet tornou-se indispensável e, com ela, a vida tornou-se marjoritariamente digital. Sob esse prisma, a tecnologia atua de maneira exponencial na desvalorização dos bens materiais, como museus, bibliotecas, monumentos históricos e diversas expressões culturais históricas da nação verde-amarela. Logo, é necessário reacender a importância da preservação da história.
Ademais, é válido dissertar acerca dos prejuízos que a desvalorização do acervo nacional traz para a história do país. De acordo com o filósofo Wittgenstein, os limites do conhecimento limitam o mundo. Em outros termos, a desestruturação da diversidade artística e histórica do Brasil prejudica os conhecimentos das próximas gerações e, por conseguinte, é nociva para o progresso do país. Dessa maneira, é inexorável que, para o desenvolvimento do país e dos brasileiros, salvaguardar os patrimônios é imprescindível.
Para tanto, urge que o Governo Federal - promulgador da proteção da nação e da sua história - onere verbas suficientes para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com fito de que sejam intensificados os projetos e campanhas de preservação dos patrimônios históricos e culturais, por meio de reformas de revitalização e publicidade positiva sobre a importância de preservar, pelas mídias de grande alcance. Assim, será possível que, como a arte rupestre, a história e a arte perpassem o tempo.