Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 11/11/2022

Museu Nacional. Elevador Lacerda. Centro de Olinda. Essa enumeração apresenta elementos que refletem a formação e as características da cultura nacional. No entanto, lamentavelmente, a omissão do Estado e o descaso da população com os patrimônios históricos têm dificultado a sua preservação. Assim, provocando uma realidade de destruição de obras e de construções importantes para a identidade brasileira.

Sob esse viés, é notório a omissão das esferas públicas em promover a conservação das raízes nacionais. Nesse sentido, o pré-modernista Lima Barreto na obra “Os Bruzundangas” apresenta “Bruzundanga”, uma nação que apresenta uma constituição perfeita e similar a dos países mais desenvolvidos, todavia, o despreparo dos governantes impedia a efetivação das leis. Diante disso, esse país fictício demonstra ser uma paródia do Brasil, visto que, apesar de ser um dever assegurar a preservação dos patrimônios brasileiros, isso não é posto em prática, uma vez que faltam verbas para investimento em segurança e em reformas que possuem como objetivo revitalizar a estrutura dessas construções.

Outrossim, a mentalidade individualista predominante na sociedade agrava esse cenário de destruição dos patrimônios. Isso porque, segundo Roberto da Matta o brasileiro acredita que os bens públicos não possuem dono. Esse pensamento é percebido ao andar pelas metrópoles, como São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, nas quais é natural se deparar com lixeiras destruídas, com os bancos das praças quebrados e com pichações ao longo de toda zona urbana. Sendo assim, nota-se que os próprios cidadãos são responsáveis pela degradação de obras que eles deveriam zelar. Portanto, é importante alteração dessa visão de mundo para assegurar a manutenção dos componentes históricos do país.

Destarte, é mister que o Estado – órgão responsável pela garantia dos direitos constitucionais- promova conservação dos patrimônios nacionais, por meio do envio de verbas destinadas a reformas estruturais e a segurança desses locais. Além disso, cabe as escolas alterar essa racionalidade de indiferença a coletividade, por intermédio de aulas de filosofia e sociologia, já que estimulam a criticidade dos alunos. Tudo isso a fim de assegurar a preservação da cultura nacional.