Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 02/05/2024
O Museu Nacional foi palco de momentos cruciais na história brasileira, como a assinatura da declaração da Independência do Brasil e a reunião dos republicanos que definiram a primeira constituição de 1891, infelizmente o local sofreu um incêndio em 2018 por causa de um curto-circuito num aparelho de ar-condicionado devido à falta de manutenção adequada e de investimentos. No entanto, isso não se trata de um caso isolado, mas isso retrata uma realidade de descaso a diversos patrimônios históricos em território Brasileiro. Tendo como fatores principais o desinteresse pela história e a ausência de políticas públicas que contribuem para a consolidação da problemática.
Sob esse viés, há inexistência de interesse pelos acontecimentos históricos pela sociedade. A vida num mundo capitalista é comum ao surgir um celular novo várias pessoas tentam adquiri-lo o mais rápido possível. O novo sucedendo o velho. É dessa prática e de muitas outras que as pessoas formulam o pensamento de que o futuro sempre é melhor que o passado e por sua vez deva ser esquecido, ignorando sua importância. Por exemplo, foram gastos 230 milhões para a criação do Museu do Futuro enquanto isso o Museu Nacional ainda precisava de reparos. Logo, observa-se o valor que as pessoas imprimem a esses patrimônios.
Além disso, a ausência de intervenção governamental prejudica a preservação desses monumentos. Segundo levantamento feito pelo grupo SOS Patrimônio no Rio de Janeiro tem quase 1.400 esculturas sendo 90% delas já foram vandalizadas ou parcialmente destruídas. Haja vista não há fiscalização e reparação dessas obras ficando cada vez mais depreciadas. Segundo o portal de notícias G1 o Museu Nacional conseguiu 20 milhões em 2014, mas o governo federal não aplicou a verba. Dessa forma, verifica-se que a falta de aplicabilidade por parte dessa instituição de poder acarreta danos culturais a população brasileira.
Portanto, far-se-á necessário que o Governo - extensão governamental responsável pelas políticas públicas - não envie só verbas para projetos mas também fiscalize para que elas sejam aplicadas por meio de reparo em obras pinturas e esculturas com o fito de preservar esses patrimônios. Assim evitando que acidentes como o que ocorreu no Monumento carioca torne a acontecer.