Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/10/2024

O conceito “Banalidade do mal”, da filósofa alemã Hannah Arendt, aborda como a não consciência das pessoas pelo mal presente no cotidiano, fere não só a elas, mas também a população. Consequentemente, o crescimento dos desafios para a preservação do patrimônio nacional, torna - se uma banalidade, uma vez que são encontradas práticas repulsivas sociais e estruturais. Dessa forma, são pontuados os desafios dessa problemática: os danos causados pela sociedade e a displicência governamental.

Sob esse viés analítico, a princípio, nota - se que as práticas desenfreadas da população em locais que são de preservação histórica, como o vandalismo no atual cenário brasieliro é um fator proeminente à perpetuação dessa adversidade. . A partir dessa perspectiva, o conceito “Cidadania” de Thomas Marshall, destaca que a garantia dos direitos políticos, civis e sociais devem ser primordialmente proporcionados à sociedade. Seguindo essa linha de raciocínio, essas condições ambientais hostis prejudicam os indivíduos. Com isso, é essencial medidas de mitigação dessa problemática.

Outrossim, vale ressaltar que a falha estatal em não condicionar mudanças a essa estatura, enquanto provedor de melhorias, acarreta na continuação dessa conjuntura hostil. Acerca disso, isso acontece porque é visível a procrastinação governamental de desenvolver recursos para a preservação do meio histórico. Isso é exemplificado com o fechamento do museu nacional do Rio de Janeiro após o incêndio. Em decorrência dessa diligência, como aborda Norberto Bobbio, no livro “Crise do Estado”, o estado se mostra incapaz de fazer frente aos requerimentos da sociedade e por ele provocados. Logo, é fundamental que haja políticas públicas.

Portanto, deve ao Ministério da Comunicação, desenvolver campanhas sobre a importância da preservação do patrimônio histórico nas redes sociais, por meio das verbas do Estado, com o objetivo de aumentar a taxa de indivíduos que possuem acesso ao conhecimento. Ademais,cabe ao Ministério Público, pressionar o Estado para maior investimento de recursos de proteção aos locais nacionais, por intermédio de poderes governamentais, com o objetivo de diminuir o desgaste desses locais.