Preservação do planeta: por que parte da população ainda não está disposta a mudar os hábitos em favor do meio ambiente?

Enviada em 09/02/2026

A constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, estabelece que o meio ambiente é um bem de uso comum e que sua preservação é um dever tanto do estado quanto da coletividade. No entanto, o cenário contemporâneo revela uma lacuna entre a norma legal e a prática social. Diante de um consumo que ultrapassa a capacidade regenerativa da terra, questiona-se por que grande parte da população mantém hábitos nocivos. Nesse contexto, a inércia social é alimentada tanto pelo individualismo gerado pela lógica capitalista quanto pela carência de uma educação ambiental que transforme a teoria em mudança de comportamento. em primeira análise , é fundamental compreender que o modelo econômico atual fomenta o imediatismo. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos em uma ´modernidade líquida`, onde o descarte e o consumo rápido são prorízados. Essa cultura reflete-se na produção de 79 milhões de toneladas de lixo no Brasil. Para muitos a falta de infraestrutura para coleta seletiva desestimulam a mudança de hábitos, já que o impacto ambiental é percebido como um problema distante. A impunidade e falta de fiscalização reforçam a resistência á mudança. O aumento de 20% nas denúncias de crimes ambientais no Rio de Janeiro. Essa reincidência ocorre porque a parcela da população que comete tais atos não se sente coibida pelo sistema de justiça ou não possui letramento ambiental para compreender a gravidade de suas ações. Portanto para combater essa inércia necessita de ações conjuntas. Cabe ao ministério da educação em conjunto ministério do meio ambiente, adequar projetos de educação nas escolas e comunidades. Visando formar cidadãos conscientes desde a base. O governo deve endurecer as sanções para crimes ambientais e incentivar a logística reversa nas empresas. Somente assim, unindo educação e rigor legal, será possível transformar a resistência em uma postura ativa em favor do planeta.