Preservação do planeta: por que parte da população ainda não está disposta a mudar os hábitos em favor do meio ambiente?
Enviada em 13/03/2026
As Revoluções Industriais permitiram muitos avanços tecnológicos, entretanto, a partir delas, a degradação ambiental aumentou na mesma proporção que o desejo por consumo e a expansão delas acontece. Com a globalização, conceito cunhado pelo geógrafo baiano Milton Santos, o capitalismo ganhou ainda mais força e, de forma selvagem, escolhe o lucro em detrimento do meio ambiente. Nesse sentido, a não preservação ambiental por parte da população deve-se à essa cultura de consumo, assim como a uma conscientização não efetiva.
Não somente por uma obsolecência programada, em que os aparelhos tornam-se ultrapassados rapidamente, mas também por toda uma engenharia de consumo, em que atrai a população para comprar mais, sem necessidade, gerando acúmulos, desperdícios e resíduos poluentes, que poderiam ser evitados. A maior dificuldade da população em decidir consumir de forma que preserve o meio ambiente é a de que ela confude que “ser é ter”. Então, ela prefere consumir mais e, nessa perspectiva, obter mais status para ser melhor aceita do que consumir menos, contribuindo para a própria saúde, a do planeta e das próximas gerações.
Afinal de contas, a cultura imediatista cauteriza a ideia de que para desfrutarmos dos recursos naturais é necessário preservá-los hoje. Então, por um viés hedonista, a escolha é sempre seu prazer no aqui e agora. De modo que construir uma conscientização efetiva torna-se ainda mais difícil. As mesmas empresas que investem para conseguir seus “selos verdes”, de maneira que criam ou obedecem às políticas estabelicidas para redução de plásticos e outros componentes que demoram para degradar - dentre outras medidas - , são as empresas que investem pesado em markenting para que as pessoas consumam ainda mais. Como se adiantasse uma redução em uma baixa porcentagem de plástico, comparado a não comprar.“Se não comprar,o desconto é maior”(Jullius).
Portanto, cabe à própria sociedade diminuir ou acabar com o consumo desnecessário. Porque a estratégia do marido da Rochelle do seriado “Todo mundo odeia o Cris” não é boa apenas para a economia, mas para a preservação ambiental como um todo. Logo, optar por brechós, correr das “fastfashions” e continuar com o mesmo transporte pode ser um bom começo até alcançar o ideal.