Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI

Enviada em 23/09/2025

No filme “O menino que descobriu o vento”, o protagonista sofre com as consequências da fome que percorre a maior parte do continente africano, decorrente de falhas organizativas do governo autoritário. Fora dos limites cinematográficos, a realidade brasileira é marcada pela fome que aflige 8,3 milhões de pessoas, causada em parte pelo mesmo motivo presente no filme: insuficiência governamental e dominação elitista em detrimento de outras classes sociais.

Diante desse cenário, é perceptível a importância governamental em buscar meios para erradicar a miséria na contemporaneidade. Isso acontece porque o Estado não oferece assistência efetiva à população, tendo em vista que, desde a Primeira República, o bem-estar social não é priorizado nos planos de ação dos governantes. Como supracitado pelo deputado federal Kim Kataguiri, “tirar o Brasil do mapa da fome é apenas um projeto no papel”. Frase que evidencia a urgência em mudar práticas estatais e compor um corpo político mais consciente socialmente.

Além disso, o domínio da elite no mercado acarreta pobreza e insegurança financeira para muitas famílias, pois a lógica de mercado da classe média-alta é visar o lucro, e não assegurar o alcance de direitos para todas as pessoas. Isso corrobora para o aumento da miséria, tendo em vista que a classe dominante — controladora do mercado — já tem seus direitos assegurados devido à estabilidade financeira. Sob esse viés, é pertinente mencionar a Revolução Francesa, movimento histórico e cultural que se iniciou com o descontentamento popular em relação à nobreza detentora de poder. Por isso, assim como os jacobinos na Revolução, urge a necessidade de mudança daqueles responsáveis pelas tomadas de decisão. Portanto, é imprescindível que o Ministério do Desenvolvimento Social, aliado às secretárias municipais, combata a miséria e a pobreza. Isso pode ocorrer por meio da promoção de hortas locais — plantios públicos oferecidos pelo governo aos moradores — a fim de estimular o empreendimento familiar e servir como uma fonte de retirada de alimento, sem depender de um sistema pautado apenas no lucro. Assim, o futuro poderá ter a pobreza extinta das problemáticas sociais.