Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI

Enviada em 25/09/2025

Na canção da banda Legião Urbana é citado “ninguém respeita a constituição mas todos acreditam no futuro da nação”. Tal trecho explicita a contradição política e social de um país que não prioriza questões essenciais ao seu desenvolvimento. Nesse contexto, a sociedade contemporânea enfrenta desafios para erradicar a pobreza e a miséria, como o modelo econômico capitalista, e o aumento do desemprego decorrente dos avanços tecnológicos, exigindo políticas públicas efetivas para sua superação.

Em princípio, o sistema capitalista em que a sociedade se baseia acentua desigualdades, resultando na concentração de renda em uma pequena parcela da população e milhões em situação de vulnerabilidade. Nesse sentido, segundo o portal G1, cerca de 400 mil brasileiros vivem em situação de rua em 2025, revelando a dificuldade do Estado em garantir direitos básicos da Constituição. Além disso, muitos cidadãos sobrevivem com salários inferiores ao mínimo e em moradias sem acesso adequado a saneamento e infraestrutura. Diante desse cenário, é necessária a redistribuição de renda, com uma tributação mais justa.

Ademais, o avanço tecnológico tem contribuído para o fim de vínculos empregatícios, agravando a pobreza e a miséria. Com isso, grandes empresas de tecnologia têm investido em automação e inteligência artificial, o que impacta a empregabilidade de diversos trabalhadores, em um processo semelhante à Segunda Revolução Industrial, quando máquinas substituíram a mão de obra humana. Embora também gere novas oportunidades na área tecnológica, parte da população, especialmente trabalhadores mais velhos e com menor escolaridade, enfrenta dificuldades de adaptação, o que aprofunda o desemprego estrutural.

Em suma, para erradicar a pobreza e a miséria no país, cabe ao governo federal, por meio do Ministério do Trabalho, promover qualificações profissionalizantes voltadas à área tecnológica, além de ampliar programas habitacionais e de assistência social. Outrossim, o Ministério da Fazenda deve implementar uma tributação mais justa, de modo que maior renda contribuição proporcionalmente maior, possibilitando uma redistribuição equitativa dos recursos. Desse modo, será possível erradicar a pobreza e a miséria e construir uma sociedade mais igualitária.