Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI

Enviada em 26/09/2025

O geógrafo Milton Santos descreve a “Cidadania Mutilada”, para descrever direitos que a população não desfruta. Dessa forma, tal conceito se materializa na realidade quando pessoas têm sua dignidade transgredida pela fome, miséria e pobreza. Sob essa perspectiva, cabe ressaltar a ausência de medidas governamentais e os ciclos sociais desiguais.

Diante disso, cabe investigar como a ausência estatal resultou nesta problemática. A partir dessa realidade, o Estado é uma autoridade constituída que tem função de solucionar e intermediar conflitos da esfera social. Porém, segundo dados do IBGE, aproximadamente 18 milhões de brasileiros estavam na extrema pobreza em 2021. Com isso, o pilar social viola a Constituição Federal de 1988 quando falha em conter e combater as dificuldades monetárias e cidadãs, transgredindo a digni-dade. Análogo a isso, o poder estatal peca quando não tem uma plano econômico capaz de direcionar o fluxo de impostos para projetos e investimentos de longo prazo para conter esse desastre. Logo é urgente a revitalização do plano estatal.

Além disso, o ecossistema social proporciona a continuidade de ciclos de desigual-dades e pobreza. Desse modo, o filósofo Sérgio Buarque de Holanda exemplifica o conceito de “Homem cordial”,para descrever mecanismos de corrupção e continui-dade de hábitos que fundamentam as diferenças de classe. Nesse cenário, o inte-lectual fala de uma elite potencializada pelo clientelismo e uma massa prejudicada pela inércia da miséria.Dessa maneira, o ambiente social mostra-se um grande ve-tor da propagação de desigualdades quando proporciona o favorecimento político de candidaturas e legislação.Assim, a sociedade e o meio político é dominado por uma elite egoísta que partilha de problemas de níveis nacionais, atenuando tudo.

Portanto, é necessário a formulação de medidas interventivas. Para tanto, cabe ao Ministério da Fazenda, órgão responsável pela política econômica, por meio do Tri-bunal de Contas da União, formular investimentos no setor econômico para conter as instabilidades e fortalecer setor de serviços para que o mesmo cresça e garanta renda de forma segura para os brasileiros.Ainda mais, com o Ministério da Educa-ção, por intermédio da Secretária de Educação formular projetos de especialização e profissionalização para garantir um meio de ascender economicamente.