Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI

Enviada em 25/09/2025

Em sua obra, “Segunda Classe”, Tarsila do Amaral apresenta a imagem de uma família triste e em condições de miséria além de discriminada, apesar de conceitualmente serem cidadãos. Ao transpor para a realidade atual, percebe-se que a tela de Tarsila é condizente com a situação presente no século XXI, uma vez que desafios para erradicar a pobreza ainda existem, bem como situações semelhantes às ilustradas pela artista. Nessa perspectiva, é fundamental entender o que motiva o impasse, o reflexo dele e buscar estratégias para a amenizá-lo.

Diante desse cenário, nota-se que a falta de assitência governamental impulsiona a dificuldade em amenizar o problema. De fato, não há como hesitar: a configuração política brasileira é extremamente preocupada em demonstrar interesse e resoluções para questões problematizadas, e pouco se importa em execultá-las ( teoria estudada pela urbanista Ermínia Maricato, conceituando a famosa “evolução conservadora”, na qual são planos muito avançados, para uma nação muito atrasadas). Isto é, a pobreza e a miséria do Brasil, passarão a ser remediadas quando os direitos básicos de cidadão forem oferecidos pelos governantes e a situação de naturalização - teoria do subdesenvolvimento - deixe de ser associado diretamente com a necessidade de uma população discriminada socioeconomicamente como consequência.

Por conseguinte, a estrutura global, a qual apresenta graves índices no mapa da fome, é o verdadeiro reflexo do descaso apresentado. Em “Criança Morta”, Cândido Portinari retrata claramente a estrutura de uma vida de ausências, tanto de cuidado quanto de alimento, ou seja, a população marginalizada é a que mais sofre, uma vez que são tratados com descaso (ou até mesmo esquecidos), gerando quadros de realidade semelhantes aos de Tarsila e Portinari.

Portanto, é necessária uma intervenção pontual acerca do tema. Para isso, o governo federal, deve incluir aos direitos básicos de cidadão outros aspectos, a exemplo da dignidade humana, que será atribuída por meio da criação de programas que distribuam cestas e ajuda financeira para pessoas de baixa renda, a fim de amenizar a pobreza, a miséria, e consequências, como a fome. Assim, o problema será amenizado no século XXI.