Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI
Enviada em 30/09/2025
Após a Revolução Industrial, no século XVIII, inúmeros avanços tecnológicos impulsionaram o crescimento econômico de forma exponencial. Entretanto, ainda no século XXI, percebe-se a perpetuação de um desafio decorrente desse período: a relação direta entre o aumento do desemprego pela substituição de mão de obra por máquinas e o agravamento da linha da pobreza. Diante disso, torna-se urgente analisar as causas fundamentais desse problema, que residem, principalmente, na inércia estatal e na imparcialidade da sociedade.
Nesse contexto, é válido recorrer à reflexão do filósofo Montesquieu, que afirmou: “É preciso criar e massificar leis que garantam o bem comum”. De fato, cabe ao Estado, como principal agente organizador, assegurar o equilíbrio social. No entanto, com a introdução de tecnologias avançadas, tornou-se indispensável a qualificação profissional. Como resultado, trabalhadores de baixa ou nenhuma formação foram marginalizados, esquecidos tanto por empregadores quanto pelo poder público, que não agiu com a necessária rapidez para conter o avanço da pobreza no Brasil.
Além disso, é pertinente evocar o musicólogo Vladimir Jankélévitch, que, em sua obra “Paradoxo da Moral”, discute a cegueira do homem moderno perante o sofrimento alheio — o que se reflete na indiferença da sociedade com os problemas coletivos. Assim, fica claro que, mesmo ao notar o crescimento da pobreza ao seu redor, a população tende a permanecer inerte, enquanto milhares de pessoas seguem sem acesso a empregos com remuneração digna para sustentar suas famílias.
Portanto, é imprescindível que o Ministério Público e o Ministério do Trabalho atuem em conjunto na criação de leis que obriguem empresas a oferecer cursos técnicos para pessoas não qualificadas. Tais capacitações devem incluir aulas teóricas e práticas, realizadas no ambiente fabril, com o objetivo de prepará-las para atuar em diferentes setores e, assim, gerar renda e inclusão. Paralelamente, é fundamental promover campanhas de conscientização por meio de veículos de comunicação destacando a importância de enxergar e apoiar quem vive na miséria.
Só assim, talvez, superar as consequências herdadas pela Revolução Industrial.