Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI

Enviada em 03/10/2025

Candido Portinari, em sua tela “Criança Morta”, chocou a sociedade da década de 40 ,ao mostrar a extrema pobreza vivida pelo povo nordestino. Embora vários anos tenham transcorrido, ainda hoje, vê-se a verossimilhança da obra, uma vez que parte da população brasileira vive na miséria. Logo, é indiscutível que a ineficácia do governo frente à situação e o analfabetismo de muitos vulneráveis contribuem com a fome e com a miséria no século XXI.

Nesse contexto, cabe ressaltar que ,embora o Governo Federal tenha investido em políticas públicas, como o Bolsa Família, muitas pessoas ainda vivenciam a fome no país. Sobre isso, o sociólogo Sigmunt Bauman retrata o poder público como Zumbi, quando este não consegue igualdade alimentar entre a população. Tal alegoria zumbiniana se aplica perfeitamente ao Brasil contemporâneo, pois muitos miseráveis brasileiros, principalmente os moradores das regiões mais pobres do país, como o Norte, enfrentam a insegurança alimentar, mostrando a lacuna entre a Constituição, que garante dignidade ao indivíduo, e a realidade desses miseráveis sem ter o que comer. Isso ocorre, uma vez que essas pessoas, devido à localidade, tornam-se invisíveis para o poder público que não faz com que a assistência chegue a elas, seja pela dificuldade de increvê-las nos programas assitencialistas de renda, como “fome zero”, ou pela corrupção. Por conseguinte, a pobreza se perpetua e o contexto da obra de Portinari continua sendo ,lamentavelmente, atual.

Além disso, o fato da pessoa não saber ler nem escrever faz com que ela se sujeite a trabalhos análogos à escravidão e continue perputando a pobreza. Isso ocorre porque ,no país, ainda há indivíduos que gostam de explorar o seu semelhante analfabeto, sujugando-o à condição de objeto. Nesse ínterim, por falta de conhecimento, “o escravizado” torna-se cada vez mais miserável, pois desconhesse seus direitos constitucionais e não sabe nem a quem recorrer para sair da situação em que está inserido. Desarte, pode-se afirmar a importância do letramento ,ao citar a obra “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, onde a protagonista rompe, aos poucos, sua situação de miserável, por meio de seu letramento, mesmo que precário. Afirma-se, então, que o analfabetismo é um propulsor da pobreza e da miséria, devendo ser errad