Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI
Enviada em 03/10/2025
De acorco com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cartilha que todos os países devem seguir no cerne de suas políticas públicas, viver com dignidade significa ter acesso aos recursos essenciais de sobrevivência, como acesso à higiene, alimentação e à saúde. Entretanto, é factual que perduram os desafios para a erradicação da pobreza e da miséria no séc XXI, logo, é de extrema relevância salientar as raízes de tal problema: A dificuldade de se medir a pobreza no mundo e a manutenção do modelo capitalista.
Em primeira análise, é mister salientar que, segundo a Geografia, a medição da pobreza exige uma análise plural de fatores condicionantes e não de um único aspecto. Contudo, segundo o economista Keynes, muitos Países desenvolvidos comumente utilizam somente a ótica econômica para determinar quem está sobre a linha de pobreza e , portanto, ignoram outros fatores. Nesse cenário, é evidente que tal ato é prejudicial ao estimar a pobreza de um país, visto que causa distorções ao não levar em conta pessoas que possuem renda acima da média da pobreza, porém não tem acesso à alimentação de qualidade e a saúde digna por residirem em regiões remotas ou de difícil acesso e, assim, configura-se um cenário de desafio no combate ao problema em questão.
Ademais, é imperioso destacar que a expansão do modelo capitalista se dá, segundo Karl Marx, em função do aumento da pobreza, pois para poucas pessoas possuírem muitos recursos, esses foram retirados de outros lugares e, no caso da problemática em evidência, são tomados da população que depende somente da sua força de trabalho para sobreviver. Logo, é notório que a persistência da pobreza não é uma consequência do modelo capitalista, mas sim o meio pelo qual o sistema subsiste, pois a constante acumulação de riqueza implica na constante retirada de riqueza de outras fontes. Dessa forma, conclui-se que o modelo capitalista gera desafios para a erradicação da pobreza.
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para atenuar tais entraves. Para tanto, cabe aos Países desenvolvidos criar programas de cooperação internacional, como o programa " Pelo fim da pobreza", a fim de estabelecer padrões de medições internacionais que sejam multifacetados