Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI
Enviada em 27/10/2025
Segundo o geógrafo Milton Santos, o Brasil é um país de ´´Cidadania Incompleta´´, onde parte da população brasieleira sofre com a negação de seus direitos pelo Estado. Paralelamente, no Brasil atual, nota-se a negação dos direitos de parcela populacional devido a permanência da miséria e da pobreza em solo nacional. Desta maneira, faz-se necessária uma análise sobre os principais fatores desta problemática, a desigualdade de renda histórica no país e a inação estatal.
Em primeiro lugar, o Brasil é um país desigual desde o período colonial. Em consonância, o antropólogo Darcy Ribeiro defende em seu livro, ´´O povo brasileiro´´, que a maneira como o país foi construído, permitindo concentrações de terras para poucas famílias abastadas, gerou a desigualdade que se perpetua atualmente na nação. Sob esse viés, é perceptível a herança de desigualdade monetária vigente no país, já que 5% dos cidadãos mais ricos concentram renda equivalenta aos 95% restante do país, possibilitando que apenas parte da população usufrua de riquezas, conforme exposto pelo instituto de pesquisa Data Folha. Portanto, a análise destes dados evidência a perpetuação da concentração de renda.
Outrossim, a incapacidade do Estado em garantir a justiça social mantém desafios à erradicação da miséria. Consoantemente, o sociólogo Zygmunt Bauman defende que um Estado incapaz de cumprir seu dever social é um ´´Estado Zumbi´´. Sob esse viés o Brasil é um ´´Estado Zumbi´´, visto que mesmo com a Carta Magna de 1988 garantindo saúde e dignidade a todos, mais de 16 milhões de brasileiros vivem na extrema pobreza atualmente, segundo dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística. Logo, evidência-se a dificuldade do país em mitigar a miséria, demonstrando sua ineficiência em cumprir seu dever social.
Portanto, urge ação do governo federal para mitigar a pobreza e a miséria no país. Desta maneira, urge ação do Ministério dos Direitos Humanos -órgão responsável pela dignidade humana- em conjunto com o Ministério da Econômia, criar uma campanha, por meio das redes analógicas e digitais, com intuito de incentivar a distribuição de renda no país, com medidas compensatórias aos setores mais ricos e orientações aos mais pobres sobre o uso correto do dinheiro distribuido. Desta maneira, o país conseguirá superar a chaga histórica de desigualdade e miséria.