Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI
Enviada em 07/11/2025
A persistência da pobreza extrema no século XXI, apesar dos avanços tecnológicos e da produção de riqueza sem precedentes, representa a maior falha ética da globalização. Superar a miséria não é apenas um desafio econômico, mas uma exigência moral. A erradicação efetiva demanda ir além do assistencialismo, atacando as raízes estruturais que perpetuam a desigualdade sistêmica em escala local e global.
Os desafios atuais são multifacetados. Conforme o economista Amartya Sen, a pobreza deve ser entendida como uma privação de capacidades, e não apenas como baixa renda. A essa desigualdade estrutural histórica, somam-se novas ameaças, como as crises climáticas e a automação do trabalho, que impactam desproporcionalmente os mais vulneráveis, tornando o caminho para a saída da pobreza ainda mais árduo.
Nesse contexto, as estratégias devem ser integradas e robustas. A educação de qualidade emerge como o principal vetor de mobilidade social, capaz de romper o ciclo de “reprodução” analisado pelo sociólogo Pierre Bourdieu. Contudo, ela deve ser combinada com políticas de proteção social eficientes, como programas de transferência de renda e garantia de acesso universal à saúde e saneamento básico.
Portanto, para assegurar o direito humano fundamental a uma vida digna, é urgente uma ação coordenada. Cabe aos Governos nacionais, com apoio de organismos internacionais como a ONU, implementar sistemas de tributação progressiva, taxando grandes fortunas. Esses recursos devem financiar um programa de Renda Básica Cidadã e universalizar o acesso à educação integral e à saúde básica, garantindo a dignidade.