Principais desafios e estratégias para erradicar a pobreza e a miséria no século XXI
Enviada em 20/02/2026
Na canção Xibom Bombom, do grupo musical brasileiro “As Meninas”, no trecho “o rico cada vez fica mais rico, e o pobre cada vez fica mais pobre”, o grupo critica a desigualdade social e o que elas chamam de herança social. Ao transpor a arte e analisar o atual cenário brasileiro, percebe-se que a obra exemplifica a realidade do país, uma vez que os desafios para erradicar a pobreza representam um problema que não recebe a devida atenção no território nacional. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e o individualismo impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.
Diante desse cenário, nota-se a inoperância governamental como fator agravante do problema no Brasil. Segundo o geógrafo Milton Santos, em sua obra As Cidadanias Mutiladas, a cidadania atinge a plenitude de sua eficácia quando os direitos do corpo social são homogeneamente desfrutados. Todavia, no contexto moderno, a passividade do Estado distancia essa população carente de seus direitos constitucionalmente garantidos, à medida que não garante seu bem-estar, fazendo com que essas pessoas perpetuem na ignorância e na falta de recursos e oportunidades. Dessa forma, enquanto a máquina pública negligenciar suas responsabilidades, o problema permanecerá e os direitos dos cidadãos continuarão mutilados de forma sistêmica.
Ressalta-se, ademais, que o individualismo atual potencializa esse cenário. Nesse viés, faz-se necessário citar a obra Ensaio sobre a Cegueira, do escritor José Saramago, na qual é descrita uma cidade fictícia em que, paulatinamente, seus indivíduos perdem a visão. O autor usa dessa alegoria para criticar a falta de altruísmo no mundo contemporâneo, em que as pessoas se preocupam cada vez menos com o coletivo. Diante do exposto, o livro elucida a vivência hodierna, na qual o individualismo é normalizado e essa sociedade carente é marginalizada.
Posto isso, denota-se a urgência de propostas governamentais que alterem esse quadro. Portanto, cabe ao Estado — em sua função de promotor do bem-estar social — criar um auxílio para essa população desprovida de direitos básicos, por meio de um programa social governamental. Tal ação terá como finalidade garantir a esse público qualidade de vida. Assim, será possível solucionar esse obstáculo.