Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 28/04/2021
“A menina que roubava livros” é um conto que pode ser associado à proposta de taxação de livros no Brasil. Na história, os policiais da época queimavam os livros para que os cidadãos de classe baixa não descobrissem seus direitos, tampouco os conhecimentos que lhes cabiam. Nesse contexto, está presente a recente preocupação dos leitores brasileiros. O Estado não quer que os sujeitos desenvolvam seus sensos críticos, além de adquirir repleta sabedoria. Todavia, está proposta atraí consequências, como: prejudica o desenvolvimento estudantil e social do Brasil, além de desfavorecer uma minoria que busca melhores condições de vida por meio dos estudos, ou seja, dos livros.
Primeiramente, segundo a Folha de São Paulo, a Receita Federal mencionou que pobres não leem livros. Todavia, há fatos que contradizem tal argumentação. Por exemplo, o G1 divulgou a história de Alexandre Camilo, que era morador de rua e ex-dependente químico, mas conseguiu vencer seus obstáculos e conquistou 920 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2020. Ele é escritor e quer desenvolver ainda mais seu talento e admiração pelos livros. Com esse relato, vê-se que os estudos e o conhecimento por intermédio de tal objeto ajudaram Alexandre a conquistar uma qualidade de vida. Sendo assim, é cabível deduzir que outras sujeitos que se encontram em situações de vidas críticas também utilizam os livros como meio de aprendizagem para produzir e crescer.
Em seguida, é de suma relevância destacar um pouco das significativas palavras e opiniões de Antonio Cândido, um forte defensor da literatura. Em “O Direito à literatura” presente no seu livro “Vários Escritos”, ele destaca que essa leitura deve ser considerada um direito humano da mesma forma que moradia, comida e vestimenta são. Além disso, em contradição às palavras da Receita Federal quando foi dito que pobres não leem, Antonio diz que a classe baixa não ler por incapacidade, mas, sim, por falta de oportunidade. Assim, concluí-se, que essa falta de meios é causada, justamente, por opiniões como esta vindo do Estado. A literatura atraí conhecimentos, abre a mente das pessoas e faz com que elas reconhecem seus direitos e busquem eles. Assim, provalmente, seja esse o medo da classe alta quando tenta restriguir a literatura erudita.
Para finalizar, é cabível que desde cedo as famílias apresentem para suas crianças a importância de todos os níveis de leitura para todas as classes sociais, podem demonstrar isso lendo os próprios livros para elas. Além disso, a sociedade, em união, deve defender essa mesma causa, para que o Estado, em algum momento, reconheça a importância do conhecimento para todos. Além disso, o Brasil não precisa da taxação de livros, ele precisa que esses objetos sejam distribuídos para que o país evolua, para que, um dia, ele se torne mais justo economicamente.