Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 16/04/2021
No livro “A menina que roubava livros”, de Markus Zusak, narra a história de Lisel durante a Segunda Guerra Mundial e a alta repressão cultural de Hitler, mas que curiosa, furtava livros mesmo não sabendo ler incialmente. Análogo a essa obra literária, é factual a importância dos livros para a formação de uma sociedade com senso críticoe consciente, entretanto, no ano de 2021, com a reforma tributária, os livros passariam ser taxados em 12% gerando assim um aumento no preço. Desse modo, a taxação dos livros conceberiam óbices como a estratificação social e por conseguinte o retrocesso da literatura e educação no Brasil.
É indubitável que com o aumento no preço dos livros dificultaria o acesso e a compra de artigos literários para camadas sociais de baixa renda, contribuindo para a estratificação social. Nesse viés, o ex-presidente Nelson Mandela dissertava que a educação transforma o mundo, assim, o livro é um meio de transmitir a educação com narrativas e histórias lúdicas, em contrapartida, a taxa seria um modo de restringir a disseminação da cultura. Sob esse aspecto, esse tipo de reforma elevaria mais a condição do Brasil como um país de alta desigualdade e possivelmente a ausência da mobilidade social, pois sem a educação promovida por livros a sociedade estagnaria.
Por conseguinte da taxa dos preços e a desigualdade social tupiniquim possibilitaria a diminuição dos números de leitores, que já é pequeno pois a sociedade não incentiva a leitura como deveria.Nesse contexto, a jornalista Isabella Lubrano criou no “YouTube” o canal “Ler antes de morrer” como uma forma de incentivar as pessoas por meio de resenha de livros a lerem mais. Perante o exposto, mesmo com incentivos como os de Isabella a possível taxa imobilizaria o processo de mais leitores no Brasil por conta do preço, gerando, assim, um retrocesso na cultura e educação.
Observa-se, então, que a reforma tributária geraria um retrocesso intelectual e a estratificação social. Para tanto, é preciso que a Academia Brasileira de Letras e as Universidades promovam meios para informar a população sobre a taxa e seus malefícios. Isso ocorrerá por meio de “posts” em redes sociais da ABL e Universidades brasileiras, propagandas na televisão, palestras em escolas e universidades e um abaixo assinado “on-line” contra a taxa de 12%. Dessa forma, a sociedade estará informada dos óbicies da reforma tributária e poderá impedi-la, e evitando uma repressão cultural como Lisel no livro “A menina que roubava livros”.