Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 11/05/2021
Barão de Itararé, um dos criadores do jornalismo alternativo durante a Ditadura no país, estava certo ao dizer “O Brasil é feito por nós. Só falta desatar os nós”. Logo os problemas ocorridos pela possível taxação de livros no Brasil se apresenta como um dos nós a serem desatados. Diante disso, seja pelo retrocesso social, tanto como o declínio econômico, faz com que a proposta de taxação de livros no Brasil venha a afetar de forma negativa o cotidiano brasileiro.
Em primeira análise, observa-se que preocupações associadas a possível taxação de livros não só existem como vem crescendo a cada dia. Em razão disso, é preciso buscar as causas dessa questão, entre as quais, emerge como a mais recorrente a decadência social, já que com o aumento dos livros, a grande massa da população (que é desfavorecida economicamente) terá uma dificuldade ainda maior na obtenção de livos. Tornando assim, o conhecimento cada vez mais longe dos pobres e mais próximo da elite.
Ademais, é fundamental apontar o futuro declínio econômico como consequência da taxação de livros no Brasil. Conforme artigo publicado na Folha de São Paulo, o fundador da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, aponta que, do público se declararam leitores frequentes de livros, 68% pertencem às classes C, D e E. Com isso, observamos que, caso a proposta de taxação de livros seja aprovada, a maioria dos leitores deixaria de ter condições de compra, causando uma grande decadência nas livrarias de todo país.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, o Estado não deve aprovar essa proposta, pelo contrário, deve investir e incentivar ainda mais a leitura no país. Através de propagandas realizadas pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganga) transmitidas em redes nacionais, para que toda população brasileira com o intuito de informar a importância da leitura. Assim, o Brasil superaria esse obstáculo.