Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 18/04/2021

Previamente à invenção da impressão gráfica pelo alemão Gutenberg os livros eram considerados artigos de luxo, pois eram produzidos manualmente, o que requeria mais trabalho e tempo, e logo possuiam preço elevado e apenas aqueles que eram de classe elevada conseguiam usufruir da leitura. Tal realidade pode ocorrer no Brasil caso a taxação de livros seja aprovada, porque com o aumento do preço as classes sociais mais baixas terão menor ou nenhum acesso a compra desses. Assim, a transformação social causada pelos livros será comprometida, assim como as editoras terão seus mercados afetados negativamente.

Dessa forma, é notável que o livro é de suma imporatância tanto no aspecto econômico, quanto social e cultural. Visto que esse é capaz de mudanças sociais, como o professor e youtuber Weslley Barbosa que conseguiu se graduar em letras e ter melhores condições socioeconômicas com a valorização da leitura. Ademais, o hábito da leitura faz com que indivíduos entrem em contato com diferentes mundos e perspectivas, e assim desenvolvam respeito e tolerância ao que é diferente de suas respectivas realidades. Diante disso, com a taxação dos livros tais mudanças sociais e culturais não serão possíveis para muitas pessoas.

Mas também, a cobração de impostos sob os livros faria com que o mercado editorial se enfraquecesse, visto que, segundo a pesquisa ‘‘Retratos da Leitura’’ para 22 por cento do público consumidor literário o valor monetário do livro é decisivo na compra, além de que 27 milhões de brasileiros da classe C são consumidores desse mercado. Com isso, o mercado editorial se enfraqueceria, e logo, a econômia nacional também seria afetada negativamente pela taxação dos livros.

Portanto, é essencial que a proposta que visa taxar os livros não seja aceita pelo poder legislativo, e para tal as editoras em conjunto com a imprensa faça campanhas de conscientização de como tal medida prejudicaria tanto a população mais pobre como a econômia brasileira, além de a população criar baixo-assinados que reclamem a não aceitação dessa proposta. Dessarte, o livro será acessível a maior número de pessoas, e não um artigo de luxo como antes da invenção da imprensa gráfica por Gutenberg.