Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 22/04/2021
Não à Taxação dos Livros
Em 1946, o famoso escritor e deputado federal Jorge Amado sugeriu e conseguiu a isenção de impostos sobre os livros. Entretanto, o governo brasileiro quer novamente impor uma taxa de 12% de acréscimo para este produto. Dessa forma, dificultando ainda mais o acesso de informação. A invalidação dessa proposta é de extrema importância para continuarmos em uma sociedade democrática.
No livro “A Prisão do Rei”, da coleção “A Rainha Vermelha”, por Victoria Aveyard, é revelado para a protagonista que o governo mantém a população ignorante para manipulá-la facilmente. Não é difícil traçar um paralelo com a situação atual do Brasil. A administração politica do país utilizou como argumento “livros são produtos de elite”, informação que já foi invalidada pelo IBGE, deste modo, eles controlam quem tem o acesso ao conhecimento. Consequentemente, manipulando uma população em massa, se mantendo no poder e com mais liberdade de decisão sem controvérsias, em uma espécie de ditadura.
O brasileiro lê, em média, 2,4 livros por ano. Este dado mostra a desvalorização da literatura no país. O aumento do preço dos livros acarretaria na redução dessa média. Assim, gerando crise para editoras, livrarias e escritores também. Dessa maneira, o acesso à filosofia, cultura e informação serão ainda mais limitados, visto que livros didáticos também estão na proposta para serem taxados. Além disso, o governo deveria combater a desinformação, em vez de reforçar. Afinal, conhecimento é um direito, não um privilégio.
A internet é uma boa aliada nessa situação. Há um baixo assinado virtual que todos podem assinar, assim, o ministério pode reconsiderar a proposta. Ainda no meio virtual, subir a “hashtag” criada e compartilhar informações sobre também ajuda bastante. Em síntese, dizer não à taxação dos livros é dizer não à ditadura.