Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 22/04/2021

O drama autraliano, A menina que roubava livros, de Markus Zusak, conta a história de uma garota que encontrou refúgio para sua vida triste, em livros. Nessa perspectiva, nota-se quão importante o livro tem na vida dos seres humanos. Entretanto, no Brasil, com a proposta para taxar os livros, além de trazer problemas voltados para o contexto do drama, o aumento no índice de analfabetismo e comprometimento nas relações culturais será grandes obstáculos para o país.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar o aumento no índice de analfabetos no Brasil com a possível taxação dos livros. De acordo com dados fornecidos pelo INEP, cerca de 8% da população brasileira não sabem ler ou escrever e 30% são analfabetos funcionais, ou seja, não tem capacidade para interpretar textos. Esse fato é a realidade de pessoas com baixa renda, pobres e que vivem as margens da sociedade elitizada. Com isso, percebe-se que a taxação dos livros agravaria ainda mais a situação descrita, pois, os livros se tornariam objetos privilegiados à sociedade elitizada e difícil para as camadas mais pobres, aumentando, assim, o índice de analfabetismo no Brasil.

Outrossim, é importante destacar o comprometimento cultural como um outro problema se essa proposta for aprovada. É notório os inúmeros gêneros existentes para caracterizar os livros. Dentre os quais, a literatura polular brasileira com seus romances, fantasias, ficção, possibilita o conhecimento cultural desde a época do Mundo Novo ao século atual, as transições das culturas da classe alta, da classe baixa, dos indígenas. Todavia, atribuir impostos sobre os livros criará obstáculos para criação de pontes culturais e diversificação da mesma, além de diminuir a fabricação destes nas editoras devido ao problema econômico que isso criará.

Portanto fica claro a necessidade do livro nas vidas brasileiras. E para que isso continue é necessário a desaprovação dessa proposta. Sendo assim, para a realização de tal ato é fundamental que os fundadores de projetos educativos, como o Ponte Cultural, juntamente com ONGs que apoia a proliferação de livros, promovam manifestações em redes sociais para abordar a importância que o livro tem para a população, recolhendo assinaturas por meio de um site a fim de que seja barrado a aprovação dessa proposta. Assim, a taxação dessas tantas folhas não será mais um problema, além de beneficiar vidas como beneficiou a vida da garota da obra australiana.