Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 21/04/2021
Em maio de 1933, época do início do regime nazista na Alemanha, houve uma grande queima de obras e perseguição de intelectuais: muitas pessoas ficaram sem acesso à informação por atitude do governo. Em comparação a isso, atualmente a presidência brasileira deixa de contribuir com a taxa de insenção dos livros, que antes eram protegidos pela Constituição de 1988 e pela lei 10.865. Com isso, problemas como o impedimento de acesso a cultura e informação e o colapso de várias livrarias podem ser consequências desta decisão.
Primeiramente, pode-se afirmar que a leitura no Brasil é elitizada: o governo afirma que famílias que recebem até dois salários mínimos não adquirem livros se não didáticos, enquanto a maioria da venda é composta por famílias que recebem mais de dez salários mínimos. Tendo isso, a administração brasileira consegue ter acesso a estimulação ou não do hábito de leitura pelos impostos inseridos. Porém, com o aumento da taxação, muitas pessoas não terão acesso às informações e à cultura presente nos livros por não terem condições para pagar.
Além disso, a consequência de não democratizar a indústria da leitura são as perdas para o setor comercial: de acordo com o site de informações G1, as livrarias tiveram quedas financeiras, assim como as editoras, que dependem das livrarias para se manterem, na tentativa de se adaptarem a nova decisão proposta. Com isso, estão buscando voltar-se ao meio virtual, concorrendo com grandes varejistas como a Amazon.
Assim como o sociólogo Bauman disse, “o progresso é pensado não mais a partir de um contexto de desejo de corrida para frente, mas em conexão com o esforço desesperado de se manter na corrida” busca-se sempre a melhora para qualquer área da sociedade , seja ela social, política ou econômica. Portanto, o Governo Federal deve, por meio de mandatos, rever a decisão que busca taxar os livros e promover políticas públicas que visem o incentivo da leitura, como a distribuição maior de livros paradidáticos em escolas e em bibliotecas, a fim de propiciar o maior acesso à informação e a cultura ára os brasileiros. Ademais, o Governo Estadual deveria proporcionar auxílio monetário às livrarias e bibliotecas que estão necessitadas no momento, com a intenção de que consigam passar por esta situação, evitando que este tipo de mercado caia. Sendo assim, o Brasil poderá melhorar cada vez mais para ser um ambiente mais harmônico.