Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 04/05/2021
Na distópica obra de Ruy Bradbury, Fahrenheit 451, os livros são proibidos e queimados para que o pensamento crítico da sociedade seja reprimido. Fora da ficção, a possível taxação dos livros evidência o desejo latente, por parte do governo e da elite brasileira, de manter a sociedade alienada. Nesse sentido, a dificuldade de desenvolvimento intelectual somada a privatização cultural mantém a estrutura social inalterada.
Em primeira análise, é válido destacar que sobretaxar os livros afeta diretamente a construção intelectual dos indivíduos, uma vez que se restringe o poder de conhecimento, limitando o acesso a informação. Nesse sentido, reverbera-se a fala marcante de Malala, na qual a ativista afirma que a palavra escrita e o conhecimento são as melhores armas que podemos ter. Assim, constata-se que aumentar demasiadamente o preço de mercado dos livros desestimula a leitura, removendo essas importante ferramenta de deenvolvimento intelectual.
Outrossim, além do objetivo de arrecadação de impostos, a possível taxação dos livros, impende o acesso a cultura, que já é extremamente elitizado e restrito no país. Ou seja, a população da classe alta cada vez mais detém de todas as formas de conhecimento ofertada por meio dos livros, mantendo-se constantemente privilegiada. Diante disso, se fere com a Constituição, vigente, a qual garante em tese o direito a educação de maneira igualitária.
Portanto, é necessária a tomada de medidas para impedir a aprovação da taxação de livros no Brasil. Para que isso ocorra, urge que a própria sociedade se mobilize por meio de protestos em redes sociais, promovendo publicações com exemplos de superações através do acesso a livros, afim de gerar movimento social e informar a população da importância para a mobilidade social dos livros. Com essa medida, pretende-se barrar essa proposta no Congresso Nacional e garantir um desenvolvimento intelectual e cultural mais abrangente.