Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 22/04/2021
Em “Fahrenheit 451”, o autor Ray Bradbury retrata uma sociedade em que a leitura é proibida. O protagonista, um dos bombeiros encarregados de queimar os livros, no entanto, decide começar a ler após testemunhar uma pessoa morrer para proteger a própria biblioteca. Apesar de ficção, a história nunca esteve mais atual devido a proposta de taxação dos livros no Brasil que atua, de certa forma, como os bombeiros de Bradbury, impedindo o hábito da leitura de se desenvolver o que gera consequências drásticas para o país de modo geral.
Ser um leitor brasileiro é ainda um desafio. De fato, muitos não têm acesso à obras literárias quer seja por falta de dinheiro quer seja por falta de tempo e entre diversos outros fatores que têm seu papel no estímulo da leitura. Porém, em se tratando de economia, ela é de extrema importância. Enquanto os franceses leem cerca de quinze livros por ano, os brasileiros quase não chegam a um e, ao comparar o desenvolvimento dos dois, fica claro que o mais desenvolvido é também o que mais lê.
Não obstante, o social também é prejudicado com a falta de acesso à leitura. Com taxas, livros ficam mais caros e as vendas diminuem. Dessa forma, apenas a elite consegue adquiri-los e não as possibilidades de crescimento para os menos privilegiados podem ficar ainda mais escassas de forma que a pobreza no país aumente já que, como demonstrou uma pesquisa do Reino Unido, crianças que não conseguem ler também não conseguem estudar e, em consequência, não tem grande atuação no mercado de trabalho e, com isso, todo o resto da economia do país é afetada.
Portando, a população deve, por meio de campanhas e protestos, condenar a proposta do Ministério da Economia com o objetivo de manter o acesso à leitura bem ofertado. Assim, será possível reduzir os efeitos da crise de forma não prejudicial.