Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 23/04/2021

Atualmente, em meio a pandemia da COVID-19, se discute uma possível taxação de livros no Brasil, que foi encaminhada para o Congresso em discussão. No qual o advento implicou em revoltas de uma parcela da sociedade: escritores e leitores, pois com a provável reforma implicará no regresso do senso crítico e na cultura, pelo deficit da leitura, que já vem caindo, além disso abala os escritores com as diminuições de vendas. Nesse viés, faz-se necessário discutir as problemáticas da reforma no país.

O aumento dos livros será fator cuminante para o atraso da sociedade intelectuamente. Na obra “Pedagogia do Oprimido” pelo educador Paulo Freire, defende a ideia de que a leitura salva o indivíduo da opressão social, visto que o ser humano que possui esse hábito suas ações com discernimento, tornando-se assim, homens culturalizados. No entanto, com a taxação, pessoas viveram no senso comum, pela falta de acesso a democracia em forma de leitura.

Ademais, vale destacar que o Brasil está entre os 10 primeiros países com maior disparidade social, segundo a Índice do GINI, o qual afeta fortemente o leitor de classe baixa. Além disso, segundo o Pesquisa do Orçamento Familiar (POF), famílias com renda abaixo de 2 salários minímos não adquirem livros, enquanto a classe alta usufrui desse hábito, Com isso, é perceptível que futuramente o livro se tornará privilégio da elite, pois em uma pandemia, escolher entre o arroz e um livro, será a prioridade do alimento, visto que a cultura é deixada para trás. O qual implicará na diminuição das vendas, afetando os escritores e editores que vivem dessa realidade, sendo assim é relevante destacar que a desigualdade é um fator decisivo para um estilo de vida de qualidade.

Por tanto, pode se concluir que o Ministro da Economia, busque medidas mais viavéis, por meio de reformas tributárias menos impactantes, com novas sobre o tema, afim de não afetar economicamente aqueles que buscam dignidade, para serem livres da opressão, e uma vida melhor para os escritores que constroem a cidadania em livros.