Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 25/04/2021

A obra literária “ A menina que roubava livros” conta a história da jovem Liesel que furtava livros, já que não tinha condições de comprá-los e através deles adquiria muito conhecimento e distração em meio a sua vida tumultuada. De maneira similar ao exemplar, os livros no Brasil possuem elevados preços, que podem aumentar ainda mais com a possível taxação dessas obras no país. Nesse sentido, problemas surgem, como o aumento da desigualdade no acesso ao conhecimento e à cultura, e a inviabilização de livrarias e editoras. Logo, é imperioso superar a problemática exposta.

Em primeiro lugar, a literatura é uma fonte de aprendizado e propagação de costumes diversos. Assim, entra em conformidade com o proposto pelo filosofo Antônio Costta, o qual afirma que a leitura faz florecer novos conceitos, ideias e atitudes. Entretanto, com mais impostos sobre os exemplares, eles tornam-se inviáveis à diversos setores da população brasileira, o que aumenta as disparidades educacionais. Nesse viés, é imprescindível a análise de tal plano.

Em segundo lugar, a falta de cargas tributarias no setor ajuda no funcionamento das livrarias, que geram empregos, e nas publicações editoriais, que introduzem novos autores. No entanto, esse possível tributo às obras impossibilita essas ações e vai contra o Artigo 23, que diz “ o governo deve proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à inovação”. Desse modo, é necessário o pensamento crítico sobre essa proposta, para fazer jus à declaração do artigo.

Constata-se, portanto, que a possível aprovação da tarifação dos livros no Brasil resulta de uma perspectiva critica deficiente e pode encaminhar o país para a situação vivenciada pela garota Liesel. Destarte, compete à Secretária da Cultura, órgão responsável pela formação de politícas de promoção da cidadania por meio da cultura, dar livros bons e de diversos gêneros àqueles sem condições financeiras, através de doações, a fim de continuar propagando meios educacionais e culturais. Ademais, cabe à população brasileira fazer abaixo-assinados, por intermédio da internet, com o intuito de mostrar a insatisfação dos leitores com a proposta e não colocar fim a muitas livrarias e editoras.