Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 26/04/2021
O bem mais precioso da sociedade brasileira
Em um país com uma educação precária, fadado a miséria e a ignorância de seus cidadãos, retirar o tanto de cultura que ainda lhes pertence deveria ser considerado crime. A proposta do ministro da economia Paulo Guedes de retomar a taxação dos livros no Brasil, que não existe a mais de 70 anos, é ao menos absurda. Em uma crise nacional, no meio de uma pandemia, onde milhares de livrarias fecham as portas e pessoas lutam por uma educação melhor, afirmar para uma nação cansada que as classes mais baixas não tem acesso a esse tipo de cultura, é uma ofença a população. O livro é objeto indispensável para um cidadão, independente de sua classe social, tanto para cultura quanto para educação.
Em primeiro lugar, a impossibilidade de compra dos livros físicos pela maioria da população, incentiva o uso da pirataria ou da compra online de empresas internacionais, afetando a economia do país. A pirataria, além se ser crime desvaloriza o trabalho do escritor, e não gera lucros para as editoras o que resulta em crise e possíves falências. O ‘kindle’ lançado pela ‘Amazon’, aparelho de leitura ‘online’ disponibiliza livros mais baratos para serem comprados em modelo ‘PDF’, e sua popularidade no Brasil é um dos grandes indicios dos preços absurdos. Isso resulta na diminuição do acesso a livros, pois cerca de 40% da população, de acordo com o G1, não possuia acesso a internet em 2.020.
Em segundo lugar, a taxação dos livros escolares aumenta ainda mais a exclusão das classes mais pobres a uma educação de qualidade. Muitas crianças e adolescentes possuem bolsas em escolas particulares e seus responsáveis pagam seus materiais com dificuldade para dar uma boa educação aos seus filhos. Nas escolas públicas isso pode significar uma perca de qualidade no material disponibilizado para os estudantes, precarizando ainda mais a educação, por conta da verba insuficiente da educação. Isso pode significar, a falta da melhora da qualidade de vida dessas famílias.
Portanto, podemos concluir que o livro é algo indispensável para a sociedade brasileira. A proposta do ministro é inaceitável em qualquer hipótese, pelo contrário, precisamos de uma diminuição do preço dos livros. O aumento de investimento do governo poderia criar editoras financiadas pelo Estado, além de construir mais bibliotecas, e criar campanhas televisivas de apoio aos escritores, além de incentivar novos escritores e aos existentes a continuar seu trabalho, estará também democratizando o acesso aos livros. Além do investimento em livros didáticos, que poderia aumentar o nível da educação pública brasileira. O livro é um dos maiores bens da humanidade, precisamos defende-lo.