Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 07/05/2021

Recentemente, o ministro, Paulo Guedes afirmou que apenas os ricos lêem. Visto que, a cada ano que se passa o número de livros vendidos diminui e o preço aumenta, de fato, a população com uma renda maior que tem mais acesso aos livros e que se considera leitor, aumentou. Com uma pesquisa feita constatou-se que a burguesia possui mais de 63% das pessoas que se consideram leitores.

Atualmente, 60% das escolas públicas no Brasil não possuem biblioteca, o que dificulta mais ainda a acessibilidade de pessoas com baixa renda aos livros. Nunca houve desinteresse da leitura, apenas a falta de acessibilidade que a cada dia é mais dificultada. O governo brasileiro liberou o mapa da desigualdade, onde o Brasil está em decréscimo de leitores, visto que, 30% da população que lê tem dificuldade de entender o que leu, ou seja, isso gera um analfabetismo funcional.

Contudo, em 2004 quando o Brasil zerou os impostos sobre os livros, a demanda aumentou, todas as classes sociais tinham acesso a leitura, por um preço acessível. Isso também proporcionou chances para editoras menores conseguirem um lugar no mercado e acarretou novos escritores, que acabaram sendo publicados por editoras de pequeno porte. Ou seja, existe uma relação real entre renda e acesso ao livro.

Em virtude dos fatos mencionados, a população precisa se unir e protestar contra a taxação dos livros, fazer manifestações e propagandas se opondo e mostrando que todos devem e merecem ter acesso ao livro. Usando as redes sociais para chamar a atenção de pessoas de várias idades, para que se interessem pela literatura. Para que assim, o analfabetismo funcional se torne cada vez mais distante da realidade brasileira. O governo deve disponibilizar bibliotecas em todas as escolas e fazer campanhas de doações de livros, para incentivar a população. Precisamos desconstruir a ideia que Paulo Guedes deu ao Brasil que apenas os ricos lêem.