Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 16/05/2021

O livro Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, mostra a vida em uma sociedade controlada por um governo totalitário que proibia livros para que o povo não ficasse instruído e, assim, não se rebelisse contra as autoridades. Do mesmo modo que a ideia de proibir algo tão bom como a leitura pode parecer um absurdo, taxar livros também é. Isso pois se houver o aumento dos impostos, o preço  final das obras irá aumentar, causando problemas na economia e o comprometimento da educação de classes mais pobres.

Primeramente, é necessário compreender que a indústria editorial já está enfrentando complicações econômicas, uma vez que, com as tecnologias atuais, menos pessoas estão lendo e, consequentemente, comprando livros. Além disso, com o aumento do preço dos livros, menos pessoas irão comprar afetando, assim, não apenas livrarias também escritores e editoras, gerando desemprego.

Não só a economia será afetada mas também o setor da educação, uma vez que, como António Lobo Antunes, escritor português, uma vez disse “um povo que lê nunca será um povo escravo”. Em outras palavras, a pobreza e a baixa educação estão relacionadadas à falta de leitura e, com o aumento do custo para se comprar obras literárias, a população mais pobre será afetada e privada da leitura, que  é um direito para todos, tornando mais difícil o aprendizado e o ampliamento de sua educação.

Em suma, é possível observar que mesmo, no primeiro momento, a taxação de livros pareça ser algo bom para a economia do país, ela apenas irá trazer problemas tanto para esta quanto para a educação, causando um aumento na pobreza e no desemprego no Brasil. Desse modo, cabe ao governo, principalmente aos ministérios da educação e da economia, proibir a proposta de taxação de livros para não contribuir para o aumento dos preços das obras e garantir que a comunidade escolar continue a incentivar a leitura.