Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 20/05/2021
De acordo com a emenda constitucional de 1946 feita pelo autor Jorge Amado, a qual era contra a taxação de livros, tinha como objetivo o incentivo à cultura, literatura e à educação. Segundo a Receita Federal a taxação de livros deve ser apresentada já que ¨pobres não leem livros¨, porém se em uma família de renda até 2 salários mínimos não tiverem o direito da leitura, sendo essa possivelmente a única forma de conexão com o aprendizado e a educação, como que o índice de analfabetismo no Brasil irá diminuir, situação que se vem tentando combater a muito tempo.
Com base no o que foi dito anteriormente, o índice de analfabetismo no Brasil não é algo novo, sendo uma realidade para milhares de adolescentes, adultos e idosos. Resultado de um sistema educacional sem inovações, dando inseguranças aos jovens por não conseguirem adquirir uma capacidade criativa necessária para incentivar na busca pelo conhecimento. Em 2019, cerca de 70% da população brasileira comprou ao menos um livro, sendo ele didático ou não. Conforme o Ministro da economia do Brasil, Paulo Guedes, aposta na utilização de impostos nos livros, pois em seu ponto de vista, livrarias só são frequentadas por pessoas de elite, sendo assim, apenas pessoas de elite compram livros, mesmo que o país seja de sua maioria de classe média.
Além disso, a Bienal do livro no Rio de Janeiro é um dos maiores eventos literários do Brasil, sendo a maior parte do seu público da classe média. Assim em que a notícia dos impostos sobre os livros, muitos influenciadores digitais em que seus conteúdos principais tinham um certo envolvimento com a literatura brasileira, a ¨#DefendaOlivro¨ começou a se popularizar entre o público de leitores, em seguida tendo a criação de abaixo assinados contra os impostos em livros. Caso a taxação seja realizada a tendencia será o aumento do desemprego, resultado da falência de livrarias por dificuldade nas vendas. Além da alegação do Ministro da educação em que distribuiria livros para as classes mais baixas, porém não deixando claro que livros seriam esses e se o próprio público citado poderá opinar na escolha dos livros.
Desse modo, medidas precisam ser tomadas a total falta de planejamento por parte do Ministério da educação é a base para que esse projeto não seja levado adiante, pois seria um mau investimento para o país e para a população, principalmente na porcentagem da classe baixa e média. Que por meio de plataforma digitais a propagação do assunto cresça e alcance grande parte da população. Que crianças sejam incentivadas em escolas desde cedo sobre a importância da leitura para que a taxação dos livros seja algo que se um dia acontecer seja com mais planejmento e com a inclusão necessária.