Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 20/05/2021
Educação no Brasil e a inacessibilidade dos livros
Em 2020, o ministro Paulo Guedes propôs a tributação dos livros no Brasil, alegando que apenas a camada social favorecida economicamente consome, de modo significativo, livros não didáticos. Também afirmou que quem já compra livros, poderá continuar comprando, mesmo com a tributação acrescida sobre o produto.
A dita proposta foi recusada, já que todos os seus argumentos foram refutados. O mercado de livros no Brasil fica dividido quase meio a meio, em relação à consumidores com renda acima de 10 salários mínimos e consumidores com renda abaixo desse valor. Além disso, os livros, em relação ao salário médio do país, é um produto caro, mesmo sendo isento de tributações e continua sendo consumido por grande parcela da população de renda média e baixa.
Ademais, o único meio da classe média e baixa conseguirem obter uma renda mais alta, é a educação. Por isso, os livros devem se tornar cada vez mais acessíveis no Brasil, e não o contrário. É fato que, em países desenvolvidos, se investe muito em educação há tempos, e os resultados se mostram justamente com o desenvolvimento dessas nações.
Dada a renda da massa popular e o atual preço dos livros, já é admirável a quantidade de leitores que temos, e isso deveria ser cada vez mais incentivado, pois é assim que nossa nação se desenvolverá. O governo deve investir mais em educação, seguindo o exemplo de países que fizeram isso e hoje são potências mundiais, em vez de tentar deixá-la inacessível.