Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 30/05/2021
No livro “Fahrenheit 451”, o escritor Ray Bradbury descreve uma realidade distópica em que agentes do governo, denominados bombeiros, queimam livros, com o objetivo de impedir que a população tenha acesso à informação, tornando-a mais manipulável. Paralelamente, observa-se o surgimento de uma proposta de taxação de livros no Brasil que, não só ameaça o desenvolvimento do pensamento crítico, como também vai contra um dos deveres constitucionais do Estado.
Nesse sentido, é possível observar na frase “O ser humano é um ser político” de Aristóteles, importante filósofo grego, a necessidade que o indivíduo tem de debater e expressar as próprias opiniões para adquirir completa formação. Dessa forma, pode-se concluir que a interpretação de texto e o pensamento crítico são essenciais e, consequentemente, a leitura torna-se extremamente importante, afinal, oferece estímulo para desenvolvimento de tais características.
Além disso, como é previsto na constituição brasileira, é dever do Estado incentivar e garantir o acesso à cultura e às fontes de cultura, portanto, aprovar uma proposta que, como os “bombeiros” da obra de Bradbury, procuram limitar o acesso à informação, além de prejudicar diversas camadas da sociedade, também vai contra a constituição do país.
Logo, para que os problemas causados pela taxação de livros no Brasil sejam evitados, urge que a população, por meio de manifestações individuais e coletivas, pressione o governo federal a vetar essa taxação, com a finalidade de garantir que os livros possuam o menor preço possível. Só assim será possível barrar uma realidade similar com a da obra “Fahrenheit 451” e garantir que a população consiga desenvolver plenamente o pensamento crítico.