Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 31/05/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” para a bandeira nacional em 1889, e também o adaptou para um país que atualmente enfrenta muitos obstáculos ao desenvolvimento. Infelizmente, entre eles, destacam-se os problemas causados pela eventual aprovação da proposta de taxação de livros, o que é um tema confuso e de grande relevância. Se essa realidade for implementada, isso levará ao analfabetismo e à desigualdade social.
Sob esse viés, é notório que a falta de incentivo ao hábito da leitura indica uma dificuldade de leitura e escrita para as crianças, uma vez que a população carente não consegue comprar. Avalia-se essa situação criticamente no curta-metragem “A Vida que a gente só ouve falar”, veiculado pelo aplicativo YouTube, onde as dificuldades enfrentadas pelos analfabetos na sociedade, como a tediosa aceitação no mercado de trabalho e na interação com outras pessoas, são relatados. Da mesma forma, como mostrado, existe um grande entrave nacional diante da caderneta tributária que precisa ser modificada para democratizar o acesso à cultura.
Além disso, a assimetria de grupo alimenta os problemas da proposta governamental, visto que as obras literárias passam a ser exclusivas da elite, com poucas oportunidades de consumir obras literárias. Nesse sentido, há uma violação do “contrato social” proposto pelo filósofo John Locke, pois o Estado não cumpre sua função de garantir a educação, de acordo com o direito constitucional da Constituição de 1988. Além disso, essa visão míope sobre a parte do governo diante da realidade leva ao surgimento de um país menos desenvolvido socialmente e que não se preocupa com os pobres no campo da educação, o que exige uma solução urgente.