Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil
Enviada em 26/05/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros problemas para o seu desenvolvimento. Infelizmente, entre eles, destacam-se os empecilhos causados pela possível aprovação da proposta de taxação dos livros, temática tumultuosa e de grande relevância. Tal realidade, caso seja colocada em prática, traz como a desigualdade social e o anafalbetismo.
Primordialmente, é notória que a desarmonia dos grupos sociais é impulsionadora dos problemas da proposta governamental, visto que com a escassa oportunidade de ler obras literárias se tornam-se, geralmente exclusivas à elite, a uma classe mais alta. Logo, nota-se uma violação do “contrato social” proposto pelo filósofo John Locke, uma vez que o Estado não cumpre sua função de garantir a educação. Desse modo, é necessário analisar que o Governo, com essas atitudes, acaba sendo o principal fator de um país menos desenvolvido socialmente e sem a preocupação aos pobres no âmbito educacional.
Sob esse viés, é notório que a falta de incentivo ao hábito da leitura evidencia como decorrência a dificuldade de alfabetização das crianças, visto que a população de classes mais baixas, e de menor renda, se encontra incapaz de adquirir os livros. Desse modo, tal situação evidencia-se no cruta-metragem ““A vida que a gente só ouve falar”, exibido no “Youtube”, onde é relatado as dificuldades que analfabetos enfrentam na sociedade, como por exemplo, a complicada aceitação no mercado de trabalho e no convívio entre outras pessoas. De maneira semelhante ao curta, percebe-se o grande empecilho nacional diante da possível taxa sob os livros, que deve não ser aprovada para a democratização do acesso à cultura.
Portanto, medidas tornam-se necessárias para combater tal problemática. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), em parceria com os atuais governantes do país dê continuidade, por meio de investimentos e verbas, disponibilizando dinheiro para a população para o consumo de livros. Por outro lado, deve criar trabalho comunitários em praças, escolas, entre outros âmbitos, com a finalidade de compartilhar o conhecimento nas vilas periféricas, onde encontram-se, zonas de alta pobreza e que, consequentemente, dificilmente possuem oportunidades para frequentar escolas e bibliotecas. Desse modo, o Brasil se tornará uma nação em “Ordem e Progresso”, como diz Raimundo de Teixeira Mendes.