Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 29/05/2021

“Famílias com renda de até dois salários mínimos não consomem livros didáticos”, frase utilizada pela pasta para defender a possível aprovação da taxação. Nesse argumento é notório o descaso do Ministério com a educação. Essa afirmação de que, livro no Brasil é “coisa de rico”, é uma falta de respeito com a população. Utilizar esse tipo de argumento fere os Direitos Humanos, é puro preconceito. Cabe ressaltar também que se houver a introdução de tributos, resultará no aumento dos preços e consequentemente  desincentivará mais a prática da leitura.

É válido perceber que o aumento no preço dos livros prejudica a sua venda, ocorrendo o agravamento da crise no mercado editorial, pois classes com menos condições financeiras terão uma mínima probabilidade de compra-los, e pessoas com boas condições irão comprar menos.

Além disso, aumentará a segregação de classes sociais em relação a educação, pois livros não são uns dos produtos da “cesta básica”, então como priorizar a compra de livros quando até o básico custa quase 40% das rendas das famílias brasileiras. A questão não é “não consumir”, como diz o Ministério, e sim querer consumir, mas infelizmente optar por ter comida na mesa.

Portanto, é necessário que a população se una contra esse projeto, fazendo campanhas virtuais e manifestações sociais para que a  Câmara dos Deputados vote contra essa proposta que irá afetar inúmeros brasileiros. A educação não pode ser afetada por meros caprichos políticos que só visam a verba . Lutem pelos seus direitos.