Problemas causados pela possível aprovação da proposta de taxação de livros no Brasil

Enviada em 26/05/2021

No periodo da chegada da familia real portuguêsa ao Brasil, foram construidas bibliotécas nacionais em todo o território colonizado, com o intuito de propagar o incentivo a leitura da população. De modo contrário a este fato, no hodierno, a taxação de livros no Brasil é um problema que atingirá não somente a economia, mas também a educação e a classe leitora nacional. Nesse sentido é válido dizer que a negligência governamental e a passividade social são causadoras dessa problemática.

Sob esse viés, é lícito postular que a falta de investimentos governamentais no que diz respeito a inserção dos impostos para a produção de livros no Brasil é uma grande potencializadora desse entrave. Não priorizar os custos que são gastos para o desenvolvimento dos livros é um ataque ideológico direto a educação, pois, são os livros um dos maiores portadores de ensinamentos não só científicos, como também sociais, pois nos fazem refletir e evoluir como seres humanos. Nessa perspéctiva a tese do célebre político Nelson Mandela se adequa a questão quando ele diz que a educação é a maior arma para se mudar o mundo. Logo, os livros como símbolo da educação, pórem com a taxação, a produção diminue e restringe o acesso, causando um impasse na propagação da leitura e educação.

Ademais, vale ressaltar que a passividade da população é inubitavelmente um fator problemático nessa situação, visto que se calar diante das adversidades é fatal para não superá-las. Evitar fazer uso das vozes que buscam pelo valor mais acessível dos livros, mostra aos governantes que uma população está indiferente quanto a uma medida de taxação e que não fará nada a respeito para mudar a situação. Alude-se e este pensamento a teoria do grande romancista Equatoriano Juan Montalvo, quando ele cita que nada é mais duro que a suavidade da indiferença. A naturalização da obediência quanto a medidas devastadoras governamentais como essas, são uma porta de entrada a desigualdade da leitura, tornando-a somente de elite.

Portanto cabe ao Ministério da Educação, se posicionar contra medidas de taxação dos livros, e do contrário, incentivar a leitura. Promover medidas legais de incerção que apoiam a produção desses matériais didáticos e literários, pagando todos os impostos base para o desenvolvimento dos produtos, com a finalidade de igualitarizar o acesso para toda a população. Visto que é dever do estado a promoção da educação de acordo com a constituição de 1988. Cabe também, a população leitora, junto das Editoras brasileiras, através das redes sociais, mobilizar o país contra as taxas e levantar campanhas a favor da leitura, com o objetivo de atingir o público da internet para pressionar o governo diante do ataque aos livros.